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Estudantes criam redes privadas e locais

Joaquim Júnior | Uíge

Um projecto denominado “Terrorismo Informático e Redes Sociais” está a ser desenvolvido pelos estudantes do 5º Ano do Curso de Engenharia de Sistemas Informáticos da Escola Superior Politécnica da Universidade Kimpa Vita, que tem a sede na cidade do Uíge.

As redes sociais na Internet permitem partilhar informações mas há quem aproveite para desenvolver acções criminosas
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge

O projecto aponta para a necessidade da criação de Redes Sociais privadas e locais como medida preventiva para os utilizadores de Internet escaparem dos crimes informáticos.
O objectivo é mostrar as vantagens e desvantagens das Redes Sociais na sociedade e alertar as novas gerações para os riscos que correm na utilização excessiva e desorientada das tecnologias de informação.
O estudante João Bernardo Simão, que apresentou os resultados preliminares da pesquisa, disse que os terroristas informáticos utilizam as Redes Sociais e outras tecnologias para o recrutamento e coordenação de operações criminosas, tendo como grupo alvo jovens estudantes e desempregados, que são os que mais utilizam tais recursos.
“As Redes Sociais são recursos para partilhar informações positivas, mas as pessoas de má-fé aproveitam essa tecnologia para desenvolverem acções criminosas, como a difamação, o ódio religioso, o terror e outras. Nesta pesquisa queremos mostrar às pessoas como se devem prevenir de tais situações. Uma das medidas encontradas é o uso das redes sociais privadas”, disse Bernardo Simão.
O pesquisador explicou que um grupo de jovens pode criar uma Rede Social apenas para partilhar conhecimentos, experiências científicas ou profissionais entre si.
Além dos crimes informáticos que ocorrem, o estudo detectou que os maus efeitos do uso excessivo das redes sociais começam a reflectir-se na sociedade, consubstanciados no fraco aproveitamento escolar, atraso mental, problemas nos relacionamentos conjugais e socioculturais.
“Na nossa sociedade, em particular na província do Uíge, notamos riscos ligados à aculturação das novas gerações e a adopção de formas de escrrver erradas, visto que muitos utilizadores da rede Facebook postam mensagens com palavras que não correspondem à ortografia da língua portuguesa e continuam a não saber escrever correctamente, além de outros vícios negativos que vão sendo observados no seio dos jovens”, referiu.
As Redes Sociais são estruturas compostas por pessoas ou organizações, ligadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objectivos comuns, como publicitação de marcas e produtos. Na província do Uíge as redes mais utilizadas são o Facebook, Twitter, Instagram, Google+, Skype, Viber e WhatsApp.

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