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Explosão escolar no Uíge no próximo ano lectivo

Joaquim Júnior | Uíge

Quinze escolas do I e II ciclo secundário e uma primária do Uíge começam a receber alunos neste ano lectivo, anunciou o director provincial da Educação Ciência e Tecnologia.


Autoridades locais envidam esforços para todas as crianças serem inseridas no sistema normal de ensino e aprendizagem
Fotografia: Paulo Mulaza

Manuel Zangala revelou que as escolas técnicas de formação de professores do I e II ciclos do município da Damba e a do bairro Tange, na cidade do Uíge, passam a gozar de autonomia administrativa e financeira.
A medida abrange as escolas do II ciclo dos bairros Cadas, Ndombe Novo, Quiôngua, Mateus e Culo.
Manuel Zangala disse que a decisão permitiu a descentralização das escolas do II ciclo das comunas de Cuilo Futa, Sacandica e Beu (Maquela do Zombo), Alto Zaza, (Quimbele), Macolo e Massau (Milunga), e Vista Alegre e Cambamba (Dange Quitexe), que dependiam das sedes municipais, além da escola primária do Gaio, na capital da província.
O director provincial reconheceu que houve grandes avanços no sector e, como prova, indicou a construção, em 2015, de dezoito escolas, que vão permitir o enquadramento de milhares de alunos.
 Com a entrada em funcionamento destas escolas, disse, a província dispõe de 1.237 estabelecimentos de ensino, que recebem 504.016 alunos, ao contrário dos 416.000 matriculados no ano passado.  “Houve um certo progresso, pois passámos a ter 6.496 salas de aula em vez de 6.654”,  afirmou o director provincial da Educação.
Manuel Zangala disse haver evolução no que diz respeito às infra-estruturas e considera que o processo de exames de admissão e matrículas decorre a bom ritmo. Dentro de alguns dias, a direcção provincial vai realizar seminários pedagógicos para os professores.
O único problema que embaraça o sector, segundo Manuel Zangala, tem a ver com a insuficiência de professores para cobrir a rede escolar nos 16 municípios.  “Neste momento, ­estamos a fazer uma ginástica de gestão de recursos humanos através de um trabalho de levantamento nas escolas, sobretudo as do I e II ciclo, onde existem docentes com cargas horárias reduzidas”, disse o director provincial da Educação.

Admissão e matrículas

O director provincial da Educação do Uíge manifestou preocupação com o número elevado de alunos que são matriculados sem a apresentação de Cédula Pessoal ou Bilhete de Identidade. Manuel Zangala disse que as escolas estão a ser obrigadas a “a tropelar” os  regulamentos, para não deixar ninguém de fora do ensino, por falta de documentos. O director provincial esclareceu que a falta de documentos no acto de matricula é recorrente, o que revela negligência por parte de pais e encarregados de educação. Existem alunos que são matriculados nessa condição e chegam às classes transitórias sem quaisquer documentos que os identifiquem, o que dificulta a passagem de ano e as transferências.

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