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Falta de chuva na província condiona aulas no Instituto

Joaquim Júnior| Negage

A falta de chuvas na região do Uíge tem tido reflexos negativos, não só na vida dos agricultores, mas também na formação de técnicos para o sector agrícola.

A falta de chuvas na região do Uíge tem tido reflexos negativos, não só na vida dos agricultores, mas também na formação de técnicos para o sector agrícola. O Jornal de Angola apurou que a ausência de chuvas levou ao cancelamento das aulas práticas no Instituto Médio Agrário do Negage (IMAN).
Segundo Alves Fernandes, subdirector pedagógico, os sete hectares preparados pelos alunos do curso de Gestão Agrícola não podem ser semeados, porque os solos ficaram áridos.
O IMAN tem 428 alunos matriculados nos cursos de Produção Vegetal, Produção Animal, Recursos Florestais e Gestão Agrícola, ministrados por 55 professores angolanos e cubanos.
Recentemente, o instituto recebeu novos meios de ensino e equipamentos técnicos. “O laboratório de informática está agora melhor apetrechado com alguns componentes que faltavam e recebemos também do Governo duas máquinas agrícolas com as respectivas alfaias para apoiar e melhorar as aulas práticas”, disse Alves Fernandes.
O subdirector pedagógico disse que o orçamento do IMAN é insuficiente para manter todas as actividades curriculares e extra-curriculares. Alves Fernandes declarou que o dinheiro que o instituto recebe não chega para suportar os gastos em alimentação para os professores e os alunos provenientes das províncias de Luanda, Huambo e Malange, que vivem em regime de internato.
“Muitas vezes somos obrigados a reunir com os encarregados de educação para encontrarmos uma saída. Outro problema prende-se com a rede eléctrica. Vivemos de fontes alternativas. Quando há falhas, tudo fica paralisado, sobretudo os laboratórios que dependem da energia para funcionar. Por essa razão, apelamos a quem de direito para averiguar esta situação”, declarou.
Alves Fernandes lamentou que os jovens do Uíge tenham deixado de se interessar por cursos agrícolas, em detrimento de outros, como os de administração e gestão, contabilidade, pegadogia, enfermagem, ciências humanas, biológicas e jurídicas.
“Só aparecem na instituição em momentos de desespero, quando se debatem com a falta de vagas nas diferentes escolas”, sublinhou.

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