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Falta de meios compromete agricultura

Vitorino Joaquim | Uíge

Camponeses da aldeia Casseche, a 15 quilómetros da cidade do Uíge, solicitaram ao Governo Provincial a cedência de meios técnicos que garantam a diversificação das culturas, através de metodologias mais eficazes, para serem aumentados os níveis de produção na localidade, disse ao Jornal de Angola o presidente da Cooperativa Agrícola da circunscrição.

Fotografia: Jornal de Angola

Garcia Panzo referiu que os camponeses da zona de Casseche continuam a utilizar métodos tradicionais de cultivo que não correspondem às exigências actuais. Para se levar avante a actividade agrícola que se pretende é necessário acompanhamento de técnicos agrónomos no trabalho de cultivo e plantações, de modo aumentar os níveis de produção e assegurar o processo mercantil na localidade.
O presidente da Cooperativa Agrícola do Casseche disse que a população está muito limitada na produção agro-alimentar e lembrou que, no passado, o Instituto Nacional de Café tinha monitores que supervisionavam os trabalhos realizados nos campos agrícolas.
“É necessário que, pelo menos uma vez por semana, os monitores visitem os pequenos agricultores para os ensinarem a utilizar os métodos mais eficazes, para melhorar a produção. Infelizmente, nos dias de hoje, isso não acontece”, lamentou.Para Garcia Panzo é necessário promover acções de formação dirigidas aos camponeses, para que eles conheçam os procedimentos mais simples de preparação das terras cultiváveis.
Além disso, considerou ser necessário criar uma linha de crédito para os agricultores adquirirem equipamentos modernos de mecanização agrícola, para assegurar o desenvolvimento da actividade.
A Cooperativa da aldeia Casseche tem 1.100 associados, que se dedicam ao cultivo do café, mandioca, milho, feijão, banana, batata-doce, entre outros. A falta de apoio técnico e financeiro condicionam a actividade agrícola.
O presidente da cooperativa valorizou a abertura dos mercados ligados ao Programa de Aquisição da Produção Agro-pecuária (PAPAGRO) que, referiu, deu um novo impulso no processo de escoamento e comercialização dos produtos cultivados na localidade.
“Anteriormente, os agricultores tinham dificuldades em comercializar os seus produtos, mas agora ficou tudo mais fácil”, disse.

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