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Falta de professores no ensino superior

António Capitão | Uíge

A ministra para o Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Cândida Teixeira, reconheceu, sexta-feira, na cidade do Uíge, que a Universidade Kimpa Vita e o Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) enfrentam dificuldades.

A ministra para o Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Cândida Teixeira, reconheceu, sexta-feira, na cidade do Uíge, que a Universidade Kimpa Vita e o Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) enfrentam dificuldades. As instituições carecem de infra-estruturas e de mais docentes.
 Cândida Teixeira deslocou-se ao Uíge acompanhada do secretário de Estado para o Ensino Superior, Adão do Nascimento, com o objectivo de constatar as dificuldades das instituições do ensino superior da província, para a materialização dos projectos de construção e de recuperação de infra-estruturas escolares.
 “A visita tem como objectivo constatar de perto as dificuldades das instituições do ensino superior na província. Conversámos com os docentes e estudantes que nos colocaram as suas preocupações. Há falta de salas de aulas, de docentes e os baixos orçamentos para as duas instituições são insuficientes o que tem levado a atrasos salariais”, referiu Cândida Teixeira.
 A ministra do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia garantiu levar ao Conselho de Ministros e outras entidades competentes, as dificuldades verificadas, que contribuem para o mau funcionamentos das instituições de ensino superior na região, e para a fraca qualidade de ensino.
Cândida Teixeira deu instruções ao reitor da Universidade Kimpa Vita, Carlos Diakanamua e ao director-geral do ISCED, Siro Francisco Caetano, para apresentarem planos de execução dos próximos dois anos, cujo objectivo é de facilitar os seus enquadramentos nas planificações do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia.
 A ministra Cândida Teixeira e o secretário de Estado para o Ensino Superior, Adão do Nascimento, visitaram o local onde vai ser construída a Universidade Kimpa Vita, a oito quilómetros da cidade do Uíge, na via que liga à aldeia Cassexe. O terreno tem uma área de 1.500 hectares.
 
Professores cubanos
 
Cândida Teixeira afirmou que existem docentes cubanos especializados em vários ramos do saber, que já foram mobilizados para leccionarem no Uíge. Referiu ainda que a morosidade na chegada dos professores à província está relacionada com a falta de habitações para os alojar.
 “Temos 30 professores cubanos mobilizados para trabalharem nesta província. Solicitamos a colaboração do governo local para conseguirmos moradias com brevidade e podermos ultrapassar a situação”, sublinhou Cândida Teixeira.
A falta de casas para quadros técnicos tem dificultado o arranque de muitos projectos no Uíge.
De acordo com a ministra do Ensino Superior, Ciência e Tecnologiapara afirmou que  a falta de orientadores faz com que mais de 400 estudantes, que já concluíram o ensino superior, não consigam realizar as suas monografias.  

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