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Falta de serviços sanitários constrange mulheres locais

Valter Gomes | Uíge

A falta de um centro materno-infantil, na comuna de Alfândega, município de Sanza Pombo, Uíge, dificulta o atendimento à mulheres grávidas, a vacinação de crianças e a realização de consultas pré-natais, disse a administradora comunal.

Mulheres grávidas têm dificuldade em receber assistência nesta comuna do Sanza Pombo
Fotografia: Domingos Cadência

Formosa Ndembo Paulo apelou para a instalação dos serviços de puericultura, maternidade e pediatria na comuna. A administradora comunal disse que o único posto de saúde da sede comunal   recebe  diariamente dezenas de parturientes numa altura em que a taxa de natalidade é cada vez maior. Além do posto de saúde da sede comunal, a localidade dispõe de outro na aldeia Quianga. As duas unidades sanitárias funcionam com um total de dez enfermeiros contratados pela direcção municipal da Saúde, para atender os mais de mil habitantes da comuna. A administradora comunal de Alfândega referiu que a falta de uma ambulância afecta  a evacuação de doentes dos diferentes pontos da localidade para a sede municipal de Sanza Pombo. “Muitas vezes, a minha viatura de apoio faz o papel de ambulância para socorrer os doentes em estado grave”, referiu a responsável.
O presidente da Associação das Autoridades Tradicionais de Alfândega, Ramos David Cubo, disse que a insuficiência de unidades sanitárias, de médicos e de enfermeiros na localidade  obriga  a população a percorrer longas distâncias em busca de assistência médica em Sanza Pombo ou no Uíge.

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