Províncias

Família e escola devem estar mais unidas

Nicodemos Paulo | Uíge

As famílias, escolas e igrejas devem fortalecer cada vez mais as estratégias de cooperação, no sentido de se elevar os princípios éticos e cívicos, defenderam no Uíge os participantes ao 18º oitavo Conselho Provincial da Família.

Jovens do Uíge continuam a ser sensibilizados sobre a necessidade de respeitarem e promoverem os valores cívicos e morais
Fotografia: Eduardo Pedro

Os participantes recomendaram à Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher no sentido de trabalhar com as autoridades tradicionais e as famílias no combate às barreiras culturais, para promover as boas práticas.
A sensibilização das famílias sobre a maternidade e casamentos precoces são outras questões que dominaram a reunião. Os pais e encarregados de educação foram aconselhados a dialogarem mais com os filhos.
Os participantes ao encontro defenderam igualmente maiores incentivos aos agentes comunitários de saúde, parteiras tradicionais e activistas comunitários para a promoção de campanhas de informação e prevenção contra a gravidez precoce nos centros urbanos e rurais.
Para os participantes, as famílias devem prestar maior atenção às questões sobre sexualidade, devido às várias mensagens ambíguas fornecidas por fontes de onde os filhos buscam informações como a sociedade, órgãos de informação de massa e a Internet.
As famílias foram ainda aconselhadas a promover acções de sensibilização sobre a educação cívica ambiental, enquanto o Governo é chamado a trabalhar na inclusão de disciplinas que retratam a cultura angolana, assegurando a igualdade de género e o prosseguimento da escolaridade e qualidade do ensino.
A vice-governadora para o sector Político e Social, Maria da Silva, considerou que a desestruturação familiar é um factor que provoca a perda de valores entre os seus membros e dá lugar a toda a espécie de práticas e atitudes atentatórias da vida.

Desestruturação familiar

Maria da Silva, que falava no Conselho Provincial, avançou que as falsas ideologias, que emergiram nos últimos anos, a violência doméstica nas suas mais variadas formas, alcoolismo, assim como a fuga à paternidade e as relações extraconjugais são alguns males que desestruturam as famílias.
A vice-governadora referiu que a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos é uma preocupação permanente do Governo, que aposta a sério na promoção de acções que asseguram o desenvolvimento dos sectores da Educação, Saúde e Justiça, por exemplo, e que melhoram a assistência social destinada aos mais desfavorecidos.
“Na tradição do povo africano, a família assume um papel preponderante na medida em que assegura a educação e transmite valores culturais”, disse para adiantar que a mesma coopera ainda para a estabilização social.
Por isso, salienta que os progenitores nunca devem furtar-se deste trabalho e responsabilidade, deixando os filhos à sua sorte, sabendo-se que todas as acções quotidianas têm reflexos directos na família.
Maria da Silva lembrou que é na família que se constroem os alicerces e pilares da nação e se projectam as motivações primárias sobre o respeito à vida, ao perdão, solidariedade e harmonia social.

Tempo

Multimédia