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Família pobre de Kimakila recebe ajuda de jornalistas

António Capitão | Uíge

Um grupo de jornalistas do Jornal de Angola, Rádio Uíge, TPA e Angop doou ontem bens alimentares, produtos de higiene, cobertores, roupa, utensílios de cozinha, mesa e cadeiras plásticas a uma família carenciada da regedoria de Kimakila, no município do Uíge, para reduzir as carências que os membros da mesma enfrentam.

A vida da família tornou-se difícil depois de Nsuka André ter sofrido uma trombose
Fotografia: António Capitão

A situação de vida da referida família comoveu os profissionais dos órgãos públicos de Comunicação Social, que prontamente se mobilizaram para a realização do acto de solidariedade. A vida da família  tornou-se difícil depois de Luvuvamo Manuel alegadamente abandonar a esposa, Nsuka André, há quase dois anos, no estado de gestação e com os membros inferiores paralisados.
Há mais de quatro anos que Nsuka André está incapacitada. Não consegue sentar-se e muito menos pôr-se de pé. Ela passa o dia deitada no colchão. Toko Kwadiomona, o segundo filho, é obrigado a sustentar a mãe e os seus três irmãos.
O menino sai de casa todos dias, às seis horas da manhã, e percorre cerca de três quilómetros a pé, até a cidade, onde vende sacos de plástico no mercado municipal do Uíge, “Praça Grande”. Depois das vendas compra comida e só volta à casa por volta das 18h00.
O Jornal de Angola apurou que as crianças não possuem registo de nascimento e têm dificuldade de acesso à escola e aos cuidados primários de saúde, porque não há quem os leve a uma unidade sanitária quando adoecem.
Nsuka André, de 35 anos, contou que tem paralisia há mais de quatro anos, depois de sofrer uma trombose e disse já ter feito tudo para voltar a andar, incluindo tratamentos tradicionais, que não surtiram efeito. “O que trouxemos não é suficiente para acabar com o sofrimento desta família. Vai apenas permitir minimizar as suas carências por algum tempo. Daí o nosso apelo à sociedade civil na província do Uíge e não só para que venha apoiar estes concidadãos, com bens de primeira necessidade”, pediu o jornalista da Rádio Uíge Ferreira Manuel.

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