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Famílias desalojadas no Uíge recebem apoios do governo

Valter Gomes | Uíge

 Mais de 80 famílias residentes no município do Uíge que ficaram sem os seus haveres devido às fortes chuvas que caíram nos últimos dias na província, estão a receber apoio do governo provincial. 

Mais de 80 famílias residentes no município do Uíge que ficaram sem os seus haveres devido às fortes chuvas que caíram nos últimos dias na província, estão a receber apoio do governo provincial.
Na quarta-feira, as vítimas das enxurradas receberam chapas de zinco, arroz, fuba de milho, óleo alimentar, roupa usada, cobertores e sabão. Numa primeira fase foram contemplados os sinistrados que residem nos bairros Quituma e Papelão, por serem as localidades mais atingidas pelas enxurradas.
João Neves, um dos beneficiários, que viu a sua residência ser destruída pelas chuvas, agradeceu o gesto do governo da província, porque, segundo ele, o donativo vai ajudar significativamente na redução das diversas dificuldades que enfrenta neste momento.
“Esperávamos o apoio do governo, das Organizações Não-Governamentais e de pessoas de boa fé, visto que perdemos as casas e todos os nossos bens. Ficámos abrigados em casa de familiares e amigos, mas com este apoio do governo da província estamos satisfeitos e em condições de recuperar as nossas residências”, disse a beneficiária Luzia Nicolau Gonçalves.
A administradora municipal do Uíge em exercício, Maria Manuela Cardoso, que procedeu à entrega simbólica dos bens, em representação do governador da província, avançou que o apoio, apesar de ser pouco, vai minorar as várias dificuldades que o grupo de sinistrados enfrenta. “Trouxemos chapas de zinco, alimentação e roupa usada, uma vez que muita gente ficou sem logística para aguentar a família”, esclareceu, acrescentando que o governo da província está preocupado com o elevado número de famílias desalojadas pelas chuvas e está a analisar os mecanismos mais viáveis para a resolução rápida da situação.
A administradora pediu às ONG’s, Igrejas e outros membros da sociedade civil para se solidarizarem com as vítimas das chuvas, tendo em conta que muitas delas se abrigaram em casas de amigos, familiares e vizinhos.

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