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Fazenda com matadouro industrial de alta qualidade

Valter Gomes | Uíge

A Fazenda Agricultiva do Grupo Mitrelli investiu na instalação de um matadouro moderno, na aldeia de Dala, município de Negage, constituído por um conjunto de meios tecnológicos que garantem a sanidade animal.

Equipamento moderno possui câmaras frigoríficas para a conservação e tem capacidade para abater dezenas de cabeças de gado por dia
Fotografia: Filipe Botelho | Negage

O equipamento moderno possui câmaras frigoríficas, para a conservação da carne, e tem capacidade para abater mais de 50 cabeças de gado por dia.
O responsável pela área de produção de carne e ovos da fazenda, João Lucunde, disse que em função do número reduzido de animais, o processo de abate aguarda o seu começo, tendo ressaltado que se está a trabalhar na multiplicação do gado.
Neste momento, esclareceu que existem apenas 586 cabeças de gado bovino, oriundas da República da África do Sul, além de outras poucas de caprino.
João Lucunde sublinhou que no matadouro da Agricultiva são cumpridos todos os parâmetros tecnológicos de sanidade animal.
“Antes de ser abatido, o animal é lavado de formas a remover todas as partículas nocivas na pele, o que evita a contaminação da carne, que, depois de talhado o gado, é conservada em câmaras frigoríficas. “Na loja incorporada no matadouro, o quilograma de carne é comercializado de acordo com as quantidades que o cliente desejar”, referiu para adiantar que o produto saído do estabelecimento oferece boa qualidade para o consumo humano.
João Lucunde avançou que a nível da fazenda existem 15 mil galinhas, distribuídas em duas naves, que estão a produzir mais de 11 mil ovos por dia.
João Lucunde esclareceu que dentro de dois meses, o nível de produção vai aumentar, depois da entrada em funcionamento de mais uma nave de aves com maior capacidade de produção.
“Temos um berçário, onde acolhemos mais de cinco mil pintos que se encontram numa fase de desenvolvimento e, dentro de dois meses, vão produzir milhares de ovos”, salientou.
O responsável disse que a produção é aceitável e os preços praticados são acessíveis. O cartão de 30 ovos está a ser comercializado a 800,00 kwanzas e a caixa com 320 ovos custa 8.300,00 kwanzas.
Mais de oito mil toneladas de mandioca encontram-se em fase de colheita no campo agrícola da Agricultiva, avançou o responsável da área, Victorino Cameie. “A mandioca, produzida num espaço com 85 hectares, depois de colhida é transportada para a fábrica instalada no município de Nzeto, província do Zaire, para ser transforma em farinha de bombó.”

Produção de milho

O milho é produzido numa extensão de 214 hectares, e a produção por cada hectare de milho corresponde a nove toneladas, explicou Victorino Cameie, referindo que o milho não tem sido comercializado, por a fazenda apostar na sua transformação em ração para o sustento das aves e do gado.
A fábrica de ração, instalada no local para evitar custos elevados na compra da ração é de alta qualidade e tem capacidade para produzir mais de seis toneladas por dia.Victorino Cameie adiantou que existem 100 estufas, instaladas numa área de 12 hectares, onde está a ser produzida o tomate, repolho, cenoura, beringela, pimenta, pepinos e jindungo.
O engenheiro agrónomo João Tchissapa disse que, para responder de forma condigna às necessidades do público, o projecto vai, a partir deste mês, instalar cerca de 70 estufas para a produção tomates, cujo propósito é atingir os cerca de 1.300 quilómetros por dia.
Para além da produção de hortícolas, o engenheiro da Fazenda Agricultiva do Grupo Mitrelli revelou que existem ainda na fazenda um espaço com uma grande variedade de plantações, como bananas e abacaxi.

Formação de técnicos

O responsável pela área de venda e marketing da Agricultiva, Evando Muassimbundo, explicou que os técnicos que funcionam no projecto e os agricultores do Negage participam semestralmente em seminários de capacitação, para melhor aprimorarem as técnicas de cultivo.
“Uma das apostas do projecto é transformar os trabalhadores e a­gricultores da região em verdadeiros profissionais, capazes de apresentar resultados aceitáveis perante a sociedade”, disse.
Evando Muassimbundo sublinhou que a formação ministrada aos técnicos tem como objectivo aumentar a capacidade de trabalho, a produção dos alimentos com qualidade sustentável, bem como permitir que as diversas áreas do projecto produzam de acordo com as metas estabelecidas.
Com isso, pretende-se um abastecimento aceitável de alimentos nos mercados da província, permitindo assim que as famílias não enfrentem esta carência”, realçou.
A Agricultiva  é uma empresa de direito angolano ligada ao Ministério de Agricultura e foi instalada no município de Negage, desde Agosto de 2012, na aldeia de Dala, para impulsionar o sector agro pecuário da região.
Para além da produção de alimentos, a Agricultiva deu empregos directo a mais de 150 pessoas, na sua maioria jovens residentes no município.

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