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Garantido fornecimento de energia e água

O fornecimento de água potável e energia eléctrica sem restrições à cidade do Uíge e bairros da periferia, durante a quadra festiva, está garantido, disse ontem, ao Jornal de Angola, o director provincial da Energia e Águas.

Instalação do sistema de transporte e distribuição da energia proveniente de Capanda resolveu os problemas que a cidade enfrentava
Fotografia: Filipe Eduardo

O fornecimento de água potável e energia eléctrica sem restrições à cidade do Uíge e bairros da periferia, durante a quadra festiva, está garantido, disse ontem, ao Jornal de Angola, o director provincial da Energia e Águas.
Eduardo André esclareceu que, apesar da procura ser superior à capacidade real de produção, o sector que dirige está preparado para fornecer água e energia eléctrica à população da província, durante a quadra festiva sem qualquer restrição.
O gestor afirmou que o maior problema reside no facto da rede de distribuição de água se encontrar num estado precário. É por essa razão que, mesmo com a capacidade produtiva garantida não é possível abastecer alguns domicílios.
“Temos 3.200 metros cúbicos de água nos reservatórios que não chegam ao destino devido ao estado obsoleto da antiga rede de distribuição construída no período colonial. Por essa razão, mais de 85 por cento da água fornecida não é consumida”, disse.
Na Rua Dr. António Agostinho Neto, em frente ao Palácio da Justiça, no Largo do Governo, na antiga fábrica de refrigerantes, na Rua Ultramar, na Comandante Nzage e na Rua Hoji ya Henda, a Direcção Provincial da Energia e Águas efectua trabalhos de reparação das roturas nos tubos, para que a água proveniente do centro de captação e tratamento seja melhor aproveitada.
Eduardo André anunciou a renovação da antiga rede e a expansão da distribuição de água potável às localidades que nunca foram abastecidas, para que o fornecimento seja ininterrupto e sem restrições. Já foram elaborados projectos que aguardam a aprovação do Governo Provincial.
O director da Energia e Águas esclareceu que a reparação e substituição de alguns materiais, como válvulas e hidrómetros, que permitem controlar o consumo de cada ligação domiciliária, estão incorporados no projecto que visa melhorar a prestação do serviço à população.


Registo de clientes


Depois de reparada e alargada a rede de distribuição domiciliária de água na cidade do Uíge, vai ser realizada uma campanha de registo dos consumidores, para que seja possível estabelecer uma taxa de pagamento pelo consumo e rentabilizar os serviços.
Eduardo André referiu que o Executivo e o Governo Provincial gastam grandes somas no Programa Água para Todos para abastecer as populações de todos os municípios, comunas, regedorias e aldeias. O gestor defende o retorno destes investimentos através das cobranças pelo consumo da água.
“A nossa principal preocupação não deve ser apenas aumentar o fornecimento e consumo de água, mas também rentabilizar os serviços ­para o retorno dos capitais investidos, e podermos ter fundos que garantam a manutenção do sistema ou a reparação de avarias”, referiu o responsável.


Energia garantida


Eduardo André disse que só mesmo uma avaria na barragem hidroeléctrica de Capanda ou na linha de transporte pode causar falhas no fornecimento de energia. Depois da instalação do sistema de transporte e distribuição da energia proveniente de Capanda, na província de Malange, ficaram resolvidos os problemas que a cidade enfrentava: “hoje a energia é fornecida diariamente e sem interrupções”. Actualmente estão disponíveis 14,90 Mega Watts na subestação eléctrica de Quijima, capacidade mais do que suficiente para fornecer corrente eléctrica ao município do Uíge: “o fornecimento de energia eléctrica às populações está garantido na cidade do Uíge, do Negage e Maquela do Zombo, onde existem subestações eléctricas com capacidades de 1,1 e 3,5 Mega Watts”, disse.
O director provincial da Energia e Águas defendeu a necessidade de alargamento da rede de distribuição domiciliária e pública aos bairros periféricos e aldeias do Negage e Maquela do Zombo, com vista a permitir que mais pessoas beneficiem deste serviço e a circulação nocturna nos bairros seja mais segura devido à iluminação pública.


Actos de vandalismo


Eduardo André criticou o comportamento demonstrado por alguns munícipes da cidade do Uíge e arredores.
De acordo com o gestor, várias pessoas derrubam postes de iluminação pública, partem as lâmpadas, fazem ligações clandestinas de energia eléctrica e perfuram tubos condutores ou condutas, para garimparem água.
O responsável pelo sector da Energia e Águas disse que “estes actos não contribuem para o melhoramento da prestação do serviço às populações, tendo em conta que em vez de serem instalados novos equipamentos, o Governo Provincial é forçado a investir mais recursos financeiros para a reparação ou substituição dos que foram danificados”.

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