Províncias

Gestores escolares melhoram técnicas

Joaquim Júnior| Uíge

Directores das escolas do ensino geral da província do Uíge participam, desde segunda-feira, num seminário sobre Gestão Escolar, promovido pela Direcção Provincial da Educação em parceria com o Instituto de Formação da Administração Local (IFAL).

As acções de formação e a construção de várias escolas são indicadores da vontade do Executivo em melhorar o ensino no país
Fotografia: Mavitidi Mulaza| Uíge

A acção formativa, que decorre no anfiteatro da Escola de Formação de Professores (EFP), visa proporcionar a troca de experiências entre os responsáveis das escolas do ensino primário e do I e II ciclos da província do Uíge, e apetrechá-los de ferramentas que possam ajudar a diminuir a burocratização administrativa vivida em vários estabelecimentos do ensino.
Até sexta-feira, os gestores escolares recebem conhecimentos teóricos e práticos em questões de liderança, técnicas de gestão humana e pedagógicas.
O director provincial da educação, Manuel Zangala, que procedeu à abertura do seminário, disse que a formação tem ainda como objectivo focar o papel do gestor escolar dada a constante evolução do cenário em que se encontram inseridos, reportando como deve ser conduzido o processo público administrativo e a responsabilidade de proporcionar à população uma gestão que se traduza em desenvolvimento sustentável.
“A responsabilidade do gestor escolar não passa apenas pela consideração dos aspectos baseados no processo de gestão de determinado espaço escolar, mas é preciso que cada gestor tenha como principal propósito proporcionar à população uma ­gestão que se traduza em progresso sustentável, seja um agente catalisador de inovações, firme parceiros e mantenha a interacção com outros na renovação dos conhecimentos”, disse.
Manuel Zangala referiu ser importante que os directores das escolas do ensino geral estejam à altura de corresponder aos desafios do futuro, cumprindo o trabalho determinado pela Direcção da Educação, que passa pela boa direcção sistemática, a­ccionando todos os recursos humanos e materiais à disposição para a solução e satisfação dos problemas, alcance do sucesso escolar e educativo dos alunos. As acções de formação e construção de várias escolas são indicadores da vontade do Executivo em melhorar o ensino no país, salientou o director provincial, daí a necessidade de habilitar os dirigentes das instituições escolares para que possam dinamizar a relação com a comunidade estudantil e a população em geral, para se alcançar os objectivos pretendidos.
António João “Socolov”, coordenador regional do Instituto de Formação da Administração Loca (FAL) para a província do Uíge, disse que cada gestor precisa de técnicas para a sustentabilidade do seu sector e referiu que as acções de formação os potencia com as ferramentas necessárias para melhor interagir com os serviços.
O formador do IFAL, Justino Capita, sublinhou que “o critério da prática é a verdade” e solicitou maior aproveitamento aos participantes, para que, no final da formação, se tornem líderes escolares mais democráticos e capazes de fazer uma gestão mais participativa.

Tempo

Multimédia