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Girangola eleva a produção de milho

Joaquim Júnior | Negage

A fazenda Girangola, no município do Negage, província do Uíge, está  apostada em   produzir  milho e soja em grande escala, garantiu na terça-feira, o seu director.

Milho e soja cultivados na fazenda Girangola no município do Negage são transformados em ração para animais facto que elevou a produção de ovos passando de dez mil para 15 mil diários
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Claudimiro Ramalho, que falava à margem da visita efectuado pelo governador provincial à fazenda, disse que, para a presente época está prevista a colheita de 1.500.000 sacos de milho e de 400 toneladas de soja.
O milho e a soja cultivados na fazenda são transformados em ração para animais, facto que elevou   a produção de ovos, passando de dez mil para 15 mil diários. Actualmente existem 11 mil aves, criadas nas naves do aviário.
Outra produção destacada pelo responsável da fazenda é o cultivo de hortícolas que está a permitir a colheita de grandes quantidades de tomate, repolho, couve, cenoura, pimentão, cebola, beterraba e mamão. 
“Os resultados estão à vista, mas pretendemos aumentar  a nossa cadeia de produção a nível nacional, alargando os campos cultivados e potenciando os trabalhadores nacionais com formações específicas para assegurarem à fazenda”, disse o director da fazenda.
Em relação à criação de gado bovino, o responsável considera haver um número satisfatório de mais de 300 animais  apascentados na fazenda, devidamente vacinados, e referiu que a taxa de mortalidade é quase nula, dada a boa assistência e alimentação aos  animais.
A fazenda dispõe de um matadouro com capacidade para abater 16 animais por dia e parte  é comercializada fresca e outras quantidades são transformadas em chouriço, hambúrguer e espetadas. />O director da fazenda, Claudimiro Ramalho, disse que a nova gestão não está somente preocupada com a colheita, mas também com a formação dos técnicos, e disse que só assim se pode projectar o aumento na cadeia de produção. Nesta perspectiva, estão neste momento a ser capacitados 25 líderes sobre gestão de projectos agrícolas, finanças, recursos humanos, produção e comercialização dos produtos que garantem a auto-sustentabilidade do projecto.
 A fazenda conta com 80 funcionários, mas as previsões apontam para o enquadramento de mais 20. O vice-governador provincial do Uíge para o Sector Económico e Produtivo, Carlos Mendes Samba, disse que a produção na fazenda é uma inovação que está a dar frutos positivos. “Antes não se produzia soja em grande escala, felizmente hoje é  possível transformar este produto para a ração de aves. Este esforço permitiu ainda o aumento da produção de ovos e garantiu postos de trabalho para os jovens.”  Carlos Samba admitiu que o projecto  ­garante a dieta alimentar dos cidadãos e permite o acesso fácil dos produtos do campo em grandes quantidades, antes produzidos a­penas noutras regiões do país. “Estou esperançado no futuro da fazenda, dado os resultados são animadores, daí ter incentivado  os gestores a continuarem a produzir para atender o mercado local e nacional, em particular”, concluiu Carlos Samba.

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