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Governo do Uíge aposta na pecuária

Joaquim Júnior| Uíge

Fazendeiros da província do Uíge estão determinados a criar grandes quantidades de gado bovino para produzir carne, leite e seus derivados, disse ontem, ao Jornal de Angola, a chefe dos Serviços de Veterinária.

Criadores e fazendeiros são aconselhados a levar o gado às mangas de vacinação para se evitar a propagação de doenças
Fotografia: Eunice Suzana

Rosária Dombaxi acrescentou que na província do Uíge existem 115 criadores e 9.265 cabeças de gado bovino, no âmbito do Programa de Repovoamento Animal criado pelo Governo.
“A agricultura é base fundamental para a alimentação e aliada à pecuária melhor ainda, daí o nosso constante incentivo aos criadores para apostarem no gado bovino”, sublinhou Rosária Dombaxi. “Apesar de haver dificuldades no manuseamento dos rebanhos devido à insuficiência de recursos financeiros, de aquisição de medicamentos para o gado, dos salários dos pastores e apoio técnico, a chefe dos Serviços de Veterinária perspectiva um aumento gradual de fazendeiros na província do Uíge.”
Rosária Dombaxi lamentou o surto de infecção de mais de 500 cabeças de gado em 13 fazendas da região, entre finais de 2014 e Fevereiro do ano passado, devido a uma doença bacteriana conhecida por dermatofilose. A situação foi controlada através da vacinação que permitiu imunizar mais de 6.500 animais nos municípios de Negage, Uíge, Damba, Mucaba, Puri, consideradas regiões mais afectados pela doença. “Tratou-se de uma doença de carácter infecto-contagioso que ataca a pele dos bovinos, ovinos, caprinos, suínos, cães, gatos e até do homem. O surto alastrou-se devido o desconhecimento, por alguns fazendeiros e pastores, das normas do manuseamento dos rebanhos e pastos, bem como pela falta de limpeza nos currais”, disse Rosária Dombaxi.
“É aconselhável dar banho aos animais de sete e em sete dias, isto no tempo seco e no chuvoso quinzenalmente. Também deve-se desparasitar trimestralmente”, referiu Rosária Dombaxi.
Rosária Dombaxi manifestou-se preocupada com a falta de um matadouro público na província do Uíge, para o abate de animais. “O abate dos animais, cuja carne é comercializa no mercado municipal do Uíge é feito empiricamente. Nas visitas que realizámos, deparamos com pessoas a abaterem bois sem as mínimas condições de higiene e sem comunicarem aos serviços de veterinária para testarem as condições de saúde dos animais", concluiu a chefe dos Serviços de Veterinária, Rosária Dombaxi.

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