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Governo promete travar desvio de medicamentos

Joaquim Júnior | Uíge

O governador provincial do Uíge, Pinda Simão, disse quinta-feira, que nos próximos dias o seu elenco vai desmantelar a rede de indivíduos que se dedica ao desvio de medicamentos e de outros meios das unidades hospitalares na província, através de algumas medidas que serão implementando brevemente.

Pinda Simão garante que vai punir os prevaricadores
Fotografia: Mavitidi Mulaza | Edições Novembro

Pinda Simão, que falava durante um encontro onde participaram membros do governo local, responsáveis da Direcção Provincial da Saúde, administradores municipais e autoridades tradicionais, prometeu sancionar os médicos e técnicos que encaminham os pacientes para as suas clínicas privadas, bem como os que utilizam as suas residências para o atendimento de pacientes, para tirar partido financeiro.
“Tenho vontade e coragem para corrigir o que está mal e melhorar o que está bem. Quero que haja mudança, e vou fazer tudo que estiver ao meu alcance, espero que todos façam também a sua parte”, frisou.
O responsável máximo da província orientou, na ocasião, a Delegação Provincial das Finanças para aumentar as verbas às ad­ministrações municipais, unidades sanitárias orçamentadas, para que estes entidades possa dar prioridade à compra de medicamentos essenciais.
O governador informou que o seu pelouro elaborou um plano que visa a aquisição de medicamentos e outros meios médicos e hospitalares para suprir a carência nos hospitais, centros e postos médicos. 
Para o governante ,“neste contexto da história de Angola” há duas opções a fazer: “a mudança, para o bem, ou sucumbir e mantendo a situação do país como estava”.
Por isso, os técnicos de saúde devem trabalhar para garantir assistência médica e medicamentosa aos pacientes, não obstante as dificuldades que o sector atravessa”.
Por seu lado, a directora provincial da Saúde, anunciou, no mesmo acto, que houve um aumento de casos de malária na província. Madalena Adolfo disse que os municípios de Negage e Songo são os mais afectados pela doença, provocadas essencialmente pelas chuvas que se abatem sobre as referidas localidades e as débeis condições do saneamento básico.
Madalena Adolfo apelou, entretanto, às autoridades tradicionais e as famílias a adoptarem medidas básicas de higiene e protecção contra os insectos e vermes para evitar a propagação da malária, recomendado à população a “recorrer imediatamente” aos serviços de saúde tão logo sintam os primeiros sintomas da epidemia.

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