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Governo Provincial aposta na mecanização agrícola

António Capitão | Uíge

O Governo Provincial do Uíge está apostado na mecanização da actividade agrícola com vista ao aumento da produção alimentar na região, como base para a diversificação da economia local e nacional, afirmou o vice-governador para o sector Técnico e Infra-estruturas.

Vários instrumentos agrícolas e sementes para o aumento da produtividade foram entregues aos camponeses da região
Fotografia: Filipe Botelho | Uíge


Afonso Luviluko falava na abertura da campanha agrícola 2015, na aldeia Quicabando, a cerca de 15 quilómetros da cidade do Uíge, onde mais de 50 famílias camponesas integradas na Associação 28 de Agosto beneficiaram de terras lavradas, instrumentos agrícolas e sementes para o aumento da produtividade agrícola.
O vice-governador sublinhou que, com a mecanização da produção agrícola os camponeses da província vão poder produzir, em maior escala, para obterem alimentos para o auto consumo, sementes para serem lançadas à terra nas próximas épocas e obterem excedentes para comercializar ou assegurarem o suporte de matérias-primas para a indústria agro-alimentar.
Afonso Luviluko garantiu mais apoios do Governo Provincial do Uíge, da Direcção Provincial da Agricultura e do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), com sementes, equipamentos agrícolas, tractores, charruas, grades e semeadores aos camponeses, para que a agricultura na região seja feita de forma mecanizada e se aumentem os níveis de produção.
O governo da província pretende, com a dinamização da agricultura, combater à pobreza e também que sirva de sustento da indústria transformadora e diversificação da economia.
“O mercado petrolífero está em constantes oscilações e isso começa a criar incertezas nas projecções económicas do país, daí a necessidade de se apostar em outros sectores, onde a agricultura é tida como fundamental para a diversificação da economia angolana”, disse. A directora municipal da Estação de Desenvolvimento Agrário (EDA) do Uíge, Sofia Lulemba,  perspectiva uma boa safra para a próxima colheita e disse estarem já disponíveis mais de 50 hectares que foram distribuídos aos camponeses da Associação 28 de Agosto, da aldeia Quicabando, e mais de 400 quilogramas de sementes de feijão, bem como de amendoim, milho, batata-doce, pevide e mandioca.
Com as terras lavradas e os meios agrícolas fornecidos, os camponeses da Associação 28 de Agosto prevêem uma colheita acima das 300 toneladas de produtos agrícolas diversos.
A responsável da EDA disse que o processo de produção agrícola na aldeia Quicabando vai ser monitorizado por quatro técnicos do IDA que, além de prestarem apoios em treinamento e fornecimento de imputs agrícolas, para a aplicação de novas técnicas e métodos de cultivo, vão também colher informações e efectuar análises sobre a adaptação das novas culturas a serem implementadas nos solos.

Mais apoios e investimentos

Os camponeses da Associação 28 de Agosto solicitaram mais apoios das autoridades locais para poderem atingir os níveis desejados de produção, comercialização e transformação de excedentes, sobretudo da mandioca.
João Diambo, que falou em nome da Associação, defendeu a necessidade de melhoria das vias de acesso para o escoamento dos produtos cultivados, atribuição de tractores, charruas, grades e outros equipamentos e ainda a instalação de uma moagem na localidade para a transformação da mandioca em fuba de bombó.

Construção de escola

Os agricultores solicitaram igualmente a construção na localidade de mais uma escola primária e uma outra do primeiro ciclo, posto de saúde, sistema de abastecimento de água e um centro infantil.
“Estamos felizes com o apoio que recebemos do Governo, sobretudo para a lavoura dos mais de 50 hectares. Por isso, comprometemo-nos em utilizar as novas técnicas de cultivo para produzirmos mais e podermos contribuir para o combate à pobreza e a diversificação da economia nacional”, concluíram os camponeses.

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