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Homenagem às mulheres bakongo

José Bule |Uíge

A mulher bakongo é boa mãe, avó, esposa, irmã, sobrinha, filha, tia, prima, vizinha.

Marta Dembo é uma mulher exemplar
Fotografia: José Bule

A mulher bakongo é boa mãe, avó, esposa, irmã, sobrinha, filha, tia, prima, vizinha. É um espectáculo de mulher! É bela como uma rosa molhada. Defensora da sua família, a mulher bakongo é respeitosa, obediente e fiel ao marido. Não é intriguista. Ela sabe viver e aceitar as condições que a vida lhe oferece, sejam elas boas ou más.
A mulher bakongo ajuda o marido sempre que pode. Não tem vergonha de sair à rua para zungar banana, peixe, pão, tangauisse, ou outro produto qualquer. Elas também são muito vaidosas, apesar de serem preservadoras da tradição. É uma mulher preocupada com a sua beleza.
As mulheres bakongo são extrovertidas e ao mesmo tempo extravagantes. Gostam de cores vivas. Neste “Março Mulher” não se cansam de mostrar a sua formosura através dos panos multicolores. Soltam os cabelos desfrisados.
A mulher bakongo não é ciumenta, mas compreensiva e conselheira. Possui uma bela voz. Entoa os cânticos como se fosse uma diva. Ginga como uma sereia enrolada nos panos. Marca passos com vaidade, tratando, com muito carinho, o chão que pisa.
Encara as dificuldades que a vida lhe oferece com naturalidade e sabedoria, procurando vencê-las com muito trabalho.
Prepara com mestria os quitutes da terra, aliás, nada melhor do que provar um jissombe, uma makasquila ou um funge de bombó preparado pelas mãos mágicas de uma bakongo.
Serve o maruvo com civismo e guarda o garrafão para outras empreitadas. A mulher bakongo é trabalhadora. Não vira a cara à luta. Vende a sua alma ao trabalho. É agricultora por excelência.

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