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IFAL defende administração participativa

Joaquim Júnior | Uíge

Técnicos das administrações municipais do Uíge e do Songo estão melhor preparados para responder, de forma rápida e eficiente, às preocupações dos munícipes, promovendo o diálogo social para melhor conhecerem a realidade das comunidades locais, admitiu ontem, o formador do Instituto de Formação da Administração (IFAL).

Um pormenor da cidade do Uíge onde os técnicos das administrações reconheceram a necessidade do diálogo permanente com as populações
Fotografia: Filipe Botelho |

Manuel Fernando Ngury falava no final de uma palestra sobre “Gestão de processos participativos e governação democrática” e sobre a “Lei 17/10 sobre a organização e funcionamento dos órgãos da administração local do Estado”, que contou com a participação de técnicos das administrações dos municípios em referência e de  membros dos conselhos de Auscultação e Concertação Social (CACS).
O responsável do IFAL disse que para se prestar um melhor serviço há toda a necessidade de os técnicos das administrações locais do Estado conhecerem melhor os problemas das comunidades, de modo a reformular-se as políticas públicas.
“A administração municipal deve estar mais aberta à sociedade e há obrigação legal de ser responsável dos cidadãos, imprimindo maior desempenho em tarefas que permitam a satisfação regular e contínua das necessidades das populações, sobretudo aquelas que contribuem para o bem-estar económico e social dos cidadãos”, referiu. Para isso, o formador do IFAL defendeu maior divulgação da Lei 17/10 para uma maior simplificação administrativa e aproximação dos serviços às populações, reconhecendo que com a formação ministrada aos técnicos e membros dos CACS  das administrações municipais, o diálogo social e a tomada de decisões na implementação de acções que afectam, de forma directa ou indirecta, a vida das comunidades vão conhecer grandes melhorias.
O administrador municipal do Uíge, Altamiro Bejamim, disse que com a formação os técnicos estão melhor preparados para prestar um melhor serviço, evitando alguns constrangimentos para que haja maior interacção e participação das comunidades na resolução dos problemas.
O coordenador geral da APDCH para a Área de Luta Contra a Pobreza na Região Norte do país, Munvuakiani Mbuta Pascoal, garantiu continuar a promover acções formativas sobre o planeamento, gestão participativa e recolha de dados específicos nas comunidades, ­envolvendo técnicos das administrações municipais e comunais e membros de vários grupos sociais.
A acção formativa, promovida pela organização não-governamental Aliança para a Promoção e Desenvolvimento da Comuna de Hoji-ya-Henda (APDCH), no âmbito do seu projecto de governação participativa e inclusiva, financiado pela União Europeia, serviu para municiar os mais de 40 técnicos das administrações municipais do Uíge e do Songo.

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