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Igreja lançou projecto de combate à pobreza

Um projecto com o lema “Dialogar é fundamental para combater a pobreza” foi lançado na sexta-feira na cidade do Uíge, pela Igreja Anglicana, na perspectiva de dar solução aos problemas sociais nas comunidades.

O projecto tem por objectivo a redução da pobreza, através do reforço do diálogo e participação dos agentes não estatais na definição das políticas públicas a nível dos municípios. 
Ao intervir no lançamento do projecto, o coordenador, Nelson Mbianda, disse que ele vai abranger, numa primeira fase, os municípios do Songo, Bungo e Uíge e, da província do Zaire,  Nzeto e Mbanza Congo.
O projecto é financiado pela União Europeia e Cooperação Espanhola, num valor de 309.750 euros, sob tutela do Ministério do Planeamento e Desenvolvimento Territorial e assistência técnica do Programa de Apoio aos Actores não Estatais.Estão envolvidos neste projecto entidades públicas e privadas, representantes das ONG, igrejas, sindicatos, associações, organizações comunitárias de base, autoridades tradicionais e líderes de opinião.

Novos casos de Sida

Mais de 380 novos casos de VIH/Sida foram registados, durante o primeiro semestre deste ano, pelo Ponto Focal da Rede Angolana de Organizações de Serviços de Sida (ANASO), na província do Uíge, em comparação aos 638 de igual período de 2013, informou o responsável da organização, Pinto Mulato. 
Os casos, acrescentou, foram registados num universo de 24.529 pessoas aconselhadas este ano, em comparação às 30.826 no ano anterior.
Pinto Mulato esclareceu que 85 pessoas infectadas já estão a fazer o tratamento com retrovirais, enquanto nove pessoas faleceram pela mesma doença. O responsável pede apoio ao Governo Provincial e demais instituições com vista a desenvolver mais acções no sector de informação, educação e comunicação, como base fundamental no combate à discriminação e estigma.
 “Apesar da redução de casos positivos na província, a situação de VIH/Sida inspira ainda muito cuidado, de acordo com os dados que semanalmente recebemos nos encontros dos Grupos de Ajuda Mútua.
Todos os sábados aparecem novas caras, na sua maioria mulheres”, referiu.
O responsável da ANASO na província lamenta, além disso, a falta de informação por parte das pessoas, sobretudo os jovens e famílias das áreas rurais. Com apoio financeiro, a sua instituição vai alargar as acções de formação e informação às comunidades mais longínquas, com vista a combater e prevenir a proliferação de casos de sida na região.

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