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Instituto Politécnico lança os primeiros finalistas

Joaquim Júnior e Valter Gomes | Uíge

O Instituto Médio Politécnico Manuel Quarta Punza, do Uíge, lançou, no último fim-de-semana, para o mercado do emprego, os primeiros 146 jovens, que terminaram com êxito os cursos médios de Técnicas de Informática, Energia e Instalações Eléctricas, Mecânica de Máquinas e Motores e de Desenhador Projectista e Obras de Construção Civil.

Construção civil e sector industrial têm à disposição mais técnicos formados durante os últimos três anos na província do Uíge
Fotografia: Eunice Suzana

O Instituto Médio Politécnico Manuel Quarta Punza, do Uíge, lançou, no último fim-de-semana, para o mercado do emprego, os primeiros 146 jovens, que terminaram com êxito os cursos médios de Técnicas de Informática, Energia e Instalações Eléctricas, Mecânica de Máquinas e Motores e de Desenhador Projectista e Obras de Construção Civil.
Durante a formação, que teve a duração de três anos, os recém formados aprenderam a instalar sistemas informáticos, elaborar projectos de esquemas electrónicos, diagnosticar e reparar avarias em máquinas e motores mecânicos diversos, desenhar os elementos de projectos de edifícios, estradas, pontes, canais de irrigação, barragens e aeroportos, orientar a construção dos diferentes elementos constituintes de edifícios, estradas, linhas férreas, entre outros.
A directora provincial da Educação, Ermelinda Samuel, que presidiu a cerimónia de encerramento, disse na ocasião que o Executivo, ao pôr em funcionamento uma escola com esta dimensão, quer em termos de infra-estruturas, quer em relação aos cursos disponíveis, resolveu dar resposta positiva ao crescente número de jovens que concorrem às instituições secundárias, para dar continuidade aos seus estudos do II ciclo do ensino secundário.
A responsável admitiu que os novos profissionais vão minimizar a exiguidade de quadros em diferentes especialidades na província. Ermelinda Samuel prometeu trabalhar na solução das carências de recursos humanos, de equipamentos e materiais necessários para o bom funcionamento do Instituto Politécnico Quarta Punza. A directora da Educação encorajou os novos técnicos médios a entrarem para o ensino superior, para darem sequência à sua formação técnica e académica. Por outro lado, saudou os professores pelo empenho que tiveram no cumprimento da árdua tarefa de formar os jovens, lembrando que quem educa deve possuir capacidades de desenvolver o intelecto com propósito de fazer crescer a pessoa humana, formá-la num homem novo, para que se tenha uma sociedade bem servida.
“O professor é um elemento dinamizador de sociedades na aprendizagem ou na mudança de atitudes e comportamentos. É nesta vertente que apelo à luta pela corrupção o assédio sexual, por ser um grande mal que tem vindo a ganhar proporções alarmantes, afectando a qualidade do ensino e amputando o desempenho dos alunos em quase todos os níveis de escolaridade”, frisou.
A directora provincial da Educação reconheceu os esforços empreendidos pela direcção do Instituto, pelo êxito alcançado, tendo anunciado, na ocasião, que os alunos mais destacados terão acesso directo à Universidade Kimpa Vita, sem precisarem de realizar qualquer exame para o ingresso.
O director geral da escola, Jorge António, afirmou que a reforma educativa do ensino técnico profissional em Angola, conduzida pelo Ministério da Educação, é um sucesso indiscutível, destacando que as duas edições da “Educa Angola” são uma prova irrefutável disso.
“Com o sacrifício de um grupo de professores conseguimos cumprir com os objectivos inicialmente preconizados”, disse. />Jorge António referiu que a instituição, inaugurada em 2008 no âmbito da reforma educativa em curso no país, se debate com insuficiência de professores para as áreas técnicas, tecnológica e prática, além da falta de biblioteca, Internet, energia da rede geral, água canalizada e um enfermeiro para a sala de socorros médicos. O responsável anunciou a abertura, no próximo ano, de cursos básicos de operadores de informática, electricista de baixa tensão e de auxiliar de construção civil.
“Vamos apostar também na conclusão de um pavilhão para o funcionamento da oficina autonómica, construção das estruturas físicas da biblioteca, criação de uma revista escolar e tentar enquadrar mais docentes”, concluiu.

Novos professores

Um total de 209 docentes da Escola de Formação de Professores “Cor Mariae”, do Uíge, finalizou os cursos médios de educação nas especialidades de Matemática, Física, Geografia, História, Biologia, Química e Língua Portuguesa.
A directora geral da instituição, Adelina Afonso, esclareceu que, este ano, a escola matriculou 213 alunos na 13ª classe.
Houve três desistências, enquanto 209 concluíram com êxito.
Segundo a responsável, para o ensino primário, primeiro e segundo ciclos, foram matriculados 3.067 alunos, sendo que 1.273 estudaram no ensino primário, 712 no primeiro ciclo e 1.082 no II ciclo do ensino secundário. Esclareceu que pelo menos 72 alunos desistiram, 2.506 aprovaram e 489 outros reprovaram por várias razões.
Adelina Afonso avançou que mais de 100 professores asseguraram a formação dos alunos em todos domínios, acrescentado que fruto do empenho e rigor no trabalho apresentado pelos docentes houve um rendimento positivo e foram alcançados os objectivos preconizados pela direcção da instituição. A Escola de Formação de Professores “Cor Mariae” do Uíge é um complexo escolar que abarca alunos do ensino primário, primeiro e segundo ciclos do ensino secundário. Adelina Afonso lamentou a falta de professores especializados para o ensino das metodologias nas especialidades de Biologia, Química, Física e Geografia, situação que tem criado sérios embaraços no funcionamento adequado da instituição, tendo em conta que grande parte destas vagas são preenchidas por docentes colaboradores da instituição.
“A falta de equipamentos e reagentes para os laboratórios de Biologia, Química e Física constitui ainda outra preocupação no funcionamento da instituição. Nesta altura muitos alunos terminam a sua formação nestas áreas sem quaisquer experiências práticas ou laboratoriais necessárias”, disse.
Convidado a encerrar o acto, o assessor do governador do Uíge para a área social, Nunes Veloso, disse que no próximo ano a escola vai conhecer dias melhores na superação das várias dificuldades que  atravessa.
O responsável afirmou que o executivo provincial assegura o ingresso imediato e incondicional dos recém formados na função pública, através do concurso a decorrer em 2012, em todo o país.

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