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Insuficiência de salas limita vagas no Uíge

Valter Gomes | Uíge

A insuficiência de salas de aula e de professores são apontadas como as principais razões que levam as instituições de ensino secundário da cidade do Uíge a reduzir o número de vagas, fazendo com que centenas de candidatos não consigam ingressar no presente ano lectivo.

No ano lectivo que está quase a começar várias crianças não vão estudar por falta de espaço
Fotografia: Edições Novembro

No Instituto Médio de Saúde do Uíge, por exemplo, que dispõe de 14 salas de aula, que acolhem mais de 1.700 alunos, da 10ª à 13ª classe, e 68 professores, foram admitidos 184 novos alunos, num universo de cerca de 3.500 candidatos inscritos.
A directora interina da instituto, Maria Cuca, disse ao Jornal de Angola que os alunos apurados, em função das necessidades, foram distribuídos em quatro áreas de especialidade, sendo 31 para farmácia, 37 para análises clínicas, 33 para radiologia e 83 para enfermagem.
“Além da insuficiência de salas de aula, também registamos a necessidade de 32 novos professores, para reforçar o número já existente”, frisou, acrescentando que a procura é maior e o espaço que a instituição dispõe é insuficiente, por isso, neste ano lectivo, os candidatos disputaram apenas 184 vagas, saindo a maioria sem sucesso.
Recordou que no ano lectivo passado, o IMS contou com 1.724 alunos, nas quatro especialidades, tendo registado 71 por cento de aproveitamento, 22 por cento de reprovações e seis por cento de desistências. “Consideramos positivo o ano lectivo transacto e estamos esperançosos que o presente ano será um su-cesso”, anteviu.
No Instituto Manuel Quarta Punza o cenário é quase o mesmo. A instituição tem 18 salas de aula e carece de espaço. “São necessárias seis novas salas de aula e quatro professores, para assegurar a área de Arquitectura. No presente ano lectivo foram admitidos 212 novos alunos, em seis cursos, nomeadamente electricidade, informática, construção civil, desenho projectista, máquinas e motores e energias renováveis. As vagas foram disputadas por 1. 090 candidatos.
O director da instituição, António Cerqueira, disse ao Jornal de Angola que a formação dos alunos será assegurada por 92 professores.
António Cerqueira de-fende também a necessidade do reequipamento dos laboratórios, por nunca terem beneficiado de qualquer manutenção, desde que a instituição entrou em actividade, em 2009, encontrando-se, muitos deles, em estado obsoleto.
O Instituto Manuel Quarta Punza tem cinco laboratórios, ligados à aulas de experimentação de electricidade, informática, construção civil, desenho projectista e de máquinas e motores. A maioria dos referidos equipamentos está inoperante, segundo António Cerqueira.
No Instituto Médio da Administração e Gestão, localizado no bairro Kitu-ma, arredores da cidade do Uíge, mais de 400 candidatos concorreram para ocuparem uma das 119 vagas disponíveis.
A directora do instituto, Euládia Guimas, disse que a insuficiência de vagas deve-se ao reduzido número de salas de aula. A instituição tem 17 salas de aula e três laboratórios de informática.
Segundo Euládia Guimas, a unidade escolar carece de obras de restauro, por já apresentar fissuras nas paredes
O instituto ministra aulas de administração pública, contabilidade e gestão, comércio, finanças e informática. A formação dos alunos, para este ano, vai ser assegurada por 86 professores.
Segundo a responsável, o instituto vive problemas relacionados com o alto custo da energia eléctrica, insuficiência de salas de aula e de professores, escassez de material gastável, degradação avançada do ginásio para aulas práticas e falta de meios de transporte escolar.

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