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Intensificado o combate à malária

Valter Gomes | Uíge

O Programa Comunitário Integrado de Combate à Malária, afecto à Igreja Anglicana, está a intensificar as acções de combate à doença nos municípios de Mucaba, Uíge, Negage, Bungo, Damba e Songo.
O coordenador local do programa no Uíge, David António Viegas Sunda, disse que as acções, iniciadas no princípio deste ano, visam contribuir para a redução significativa do elevado índice de casos de paludismo e de mortalidade materno-infantil no seio das comunidades.

População tem sido sensibilizada no sentido de adoptar medidas profiláticas como o uso correcto de mosquiteiros impregnados para a malária deixar de causar tantas mortes
Fotografia: Jornal de Angola

O Programa Comunitário Integrado de Combate à Malária, afecto à Igreja Anglicana, está a intensificar as acções de combate à doença nos municípios de Mucaba, Uíge, Negage, Bungo, Damba e Songo.
O coordenador local do programa no Uíge, David António Viegas Sunda, disse que as acções, iniciadas no princípio deste ano, visam contribuir para a redução significativa do elevado índice de casos de paludismo e de mortalidade materno-infantil no seio das comunidades.
David Sunda disse que o programa, implementado em 2007, no município de Mucaba, tem vindo a desenvolver várias acções, como a distribuição de mosquiteiros impregnados, construção de fontenários, latrinas nas diversas comunidades, assim como avança com o projecto de prevenção e sobrevivência de crianças. 
O responsável referiu que o objectivo da criação daquele organismo da Igreja Anglicana no Uíge visou a prevenção e redução do elevado índice de mortes de malária verificado nos últimos anos, em crianças menores de dez anos. 
O programa funcionava de início no município de Mucaba, em 2007, por ali existirem muitos casos de malária e diarreia aguda, sobretudo em crianças menores de cinco anos.
Tendo em conta os resultados alcançados a nível das comunidades deste município, disse, o projecto da organização foi expandido aos demais municípios da província. 
David Sunda referiu que a organização da Igreja Anglicana, em colaboração com a direcção da Saúde do Uíge e outras instituições, como a Agência Episcopal para o Desenvolvimento dos Estados Unidos da América, tem estado a realizar sensibilizações e palestras comunitárias porta a porta.
O responsável apontou a higiene regular nas residências e seus quintais, nas fontes de água para consumo, a construção de latrinas e queima do lixo, assim como o uso dos mosquiteiros e a cozedura e lavagem dos alimentos como factores que ajudam na prevenção da malária e da diarreia. Durante o ano passado, disse o coordenador, a organização distribuiu 814.000 mosquiteiros tratados com insecticida nas diversas localidades, em que se registavam muitos casos de malária.
No primeiro trimestre deste ano, salienta David Sunda, o Programa Comunitário Integrado de Combate à Malária já distribuiu, nas localidades de Mussenga e Quimuxona, no município de Mucaba, mais de 500 mosquiteiros impregnados.
O programa, na cidade do Uíge, é assegurado por mais de 700 activistas, distribuídos em mais de 16 equipas. Dentro destas trabalham 240 mulheres líderes e 220 parteiras tradicionais, segundo o coordenador David Sunda.

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