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Jovens deram sangue no Hospital do Uíge

António Capitão | Uíge

Um grupo de 50 jovens filiados na JMPLA deu mais de 20 litros de sangue ao Hospital Geral do Uíge.

Um grupo de 50 jovens filiados na JMPLA deu mais de 20 litros de sangue ao Hospital Geral do Uíge.
O primeiro secretário municipal da organização juvenil do MPLA referiu, na ocasião, que o gesto simboliza a solidariedade que os militantes do partido no poder têm com a população.
Pedro Garcia disse que a campanha de recolha de sangue, enquadrada nas jornadas comemorativas do 50º aniversário da JMPLA, tinha como objectivo contribuir com reservas sanguíneas para centro de hemoterapia. O dirigente da organização juvenil referiu que as constantes solicitações de sangue por familiares ou mesmo pelo próprio hospital, para atender doentes, levou a JMPLA a mobilizar os seus militantes para suprir as necessidades do centro de hemoterapia.
“Já é tradicional na nossa organização intervirmos sempre que esteja a acontecer alguma situação vulnerável ou de calamidade. Hoje decidimos dar um pouco do nosso sangue para contribuirmos para salvar outras vidas, tendo em conta que muita gente morre por falta deste produto vital”, referiu.
Erlindo Alemão, um dos dadores, disse que o gesto reflecte o sentimento patriótico dos jovens do MPLA, tendo apelado a todos os angolanos a seguirem o mesmo exemplo, independentemente das suas convicções políticas, religiosas, culturais ou étnicas.
“Protagonizar um acto que sirva para salvar uma vida humana é a maior aposta e satisfação que um ser humano deve ter”, justificou.
Sónia de Fátima, da secção de hemoterapia do Hospital Geral do Uíge, destacou a iniciativa que contribui para a redução de perdas humanas por falta de sangue. A técnica revelou que o hospital do Uíge tem reservas de sangue insuficientes e, por isso, apela à colaboração de dadores voluntários.
“Os grupos sanguíneos negativos são os que dificilmente existem nos nossos reservatórios. Por isso, em muitos casos, para salvarmos o paciente de um grupo sanguíneo negativo, temos de recorrer a pessoas de boa fé para doarem sangue. Muitas das vezes leva muito tempo a encontrar um elemento do mesmo grupo, o que tem contribuído para o aumento do número de mortes no hospital”, disse.
Sónia de Fátima pediu à sociedade civil, igrejas, organizações juvenis, unidades militares e policiais, maior intervenção e espírito humanitário com vista a contribuírem para que o banco de sangue do Hospital Geral do Uíge tenha sempre reservas disponíveis, para atender os doentes necessitados, seguindo o exemplo dos membros da organização juvenil do MPLA.

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