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Jovens preparados para exames de aptidão

António Capitão | Uíge

Pelo menos 10.434 jovens preparados pela JMPLA vão participar nos exames de acesso para ingresso ao ensino superior nas unidades orgânicas da Universidade Kimpa Vita e no Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), revelou ontem o primeiro secretário provincial da organização juvenil do MPLA.

Centenas de jovens participaram na segunda edição do curso preparatório no âmbito do projecto “Mérito Estudantil e Sucesso Escolar”
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge

Pedro Conga falava no anfiteatro do ISCED do Uíge, no acto de encerramento da segunda edição do curso preparatório de jovens para o ingresso ao ensino superior, no âmbito do projecto “Mérito Estudantil e Sucesso Escolar”.
Referiu que a promoção destes ciclos formativos representa o dever patriótico dos militantes da organização, que vê na formação académica a garantia para o progresso e desenvolvimento do país.
O responsável anunciou, para este ano, a promoção de actividades pedagógicas e científicas que visam inserir a juventude na vida activa, como é o caso das aulas periódicas para o reforço escolar.
Estas aulas vão ter como objectivo fundamental juntar estudantes e docentes, para discussão e superação de dificuldades que decorram durante o processo de ensino e de aprendizagem.
A JMPLA local prevê ainda a promoção de encontros académicos com estudantes e professores de outras províncias, para abordagem de temas que permitam estimular os jovens à investigação científica, bem como a intervenção no processo de alfabetização da população, através da Brigada Comandante Hoji ya Henda.
Pedro Conga avançou que, no próximo ano, os cursos preparatórios vão ser também extensivos para os alunos que pretendam ingressar nos institutos médios e escolas médias profissionais.
O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Manuel Zangala, que encerrou o ciclo de formação preparatória dos jovens estudantes, referiu que a iniciativa da JMPLA é uma actividade de elevada importância, pelo facto de ajudar os mesmos à superação académica e científica para o ingresso no referido grau de ensino.
Manuel Zangala apelou os jovens no sentido de se dedicarem mais à formação académica e profissional, visto que a função de produção das sociedades modernas passou a ser de maior relevância.
“Se do ponto de vista macroeconómico, a qualidade dos recursos humanos passou a ser decisiva para a eficiência, o investimento na educação e formação tornou-se determinante do ponto de vista individual, para a integração no processo produtivo”, frisou.
O director da Educação afirmou que o Plano Nacional de Formação de Quadros é um instrumento do Executivo para a gestão dos recursos humanos, com vista a alavancar a economia, visando a melhoria das competências das populações activas e desempregadas, para assegurar o equilíbrio entre a procura e a oferta da mão-de-obra qualificada e competente.
Manuel Zangala sublinhou que, além da situação económica e financeira do país, o Executivo está convicto que é importante promover o desenvolvimento e a consolidação do ensino superior de acordo com as necessidades efectivas do país.

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