Províncias

Kimpa Vita diversifica a formação

António Capitão| Uíge

O vice-reitor para os assuntos académicos da Universidade Kimpa Vita (UKV), Heitor Manuel Timóteo, anunciou quinta-feira, na província do Uíge, que a instituição vai diversificar, em breve, os ramos de formação na sétima região académica.

O vice-reitor para os assuntos académicos da Universidade Kimpa Vita (UKV), Heitor Manuel Timóteo, anunciou quinta-feira, na província do Uíge, que a instituição vai diversificar, em breve, os ramos de formação na sétima região académica.
Este projecto para a região, que compreende as províncias do Uíge e Kwanza-Norte, vai estender-se até 2016, com vista a permitir que as referidas localidades do país tenham quadros suficientes e formados nos mais diversos ramos do saber e consigam contribuir para a solução dos vários problemas locais, disse o vice-reitor.
Heitor Manuel Timóteo falava numa mesa redonda, que juntou entidades políticas, eclesiásticas e tradicionais, funcionários públicos e estudantes, para reflectir sobre assuntos relacionados sobre a Independência Nacional, paz e os desafios das novas gerações.
O docente apelou à juventude a buscar formação nas áreas de engenharia, para poder contribuir no processo de reconstrução nacional e evitar a contratação de mão-de-obra estrangeira. O académico avançou que, de acordo com os levantamentos estatísticos efectuados, através do número de estudantes que já concluíram formação superior e os que ainda se encontram a frequentar aulas na região, a maior parte opta por áreas pedagógicas.
“A maior parte dos estudantes do Uíge e Kwanza-Norte aposta preferencialmente nas disciplinas de psicologia, pedagogia, sociologia e outras ligadas às ciências da educação, como a matemática, história, filosofia, entre outras”, disse.
Heitor Timóteo revelou que a Universidade Kimpa Vita tem ainda como metas transformar em estudantes universitários mais de dez por cento da população das duas províncias, nos próximos quatro anos.
O vice-reitor daquela instituição apelou aos jovens para se engajarem cada vez mais na formação académica e profissional, afirmando que é necessário que o país tenha quadros angolanos suficientes para assegurar os processos de exploração e gestão dos seus recursos naturais e financeiros.
Heitor Timóteo considerou a liberdade e a possibilidade dos angolanos poderem decidir e encontrar soluções para os seus problemas como os maiores ganhos que a Independência Nacional, alcançada em 11 de Novembro de 1975, proporcionou, sobretudo na luta contra o analfabetismo.
O docente universitário destacou as figuras dos nacionalistas António Agostinho Neto, Ilídio Machado, Mário Pinto de Andrade, Lúcio Lara, Joaquim Pinto de Andrade e outros na luta de libertação nacional. Estes nacionalistas deram contributos na criação de movimentos políticos que deram início à luta contra o regime colonial português, em 4 de Janeiro, e às acções militares de 4 de Fevereiro de 1961 e, posteriormente, aos ataques da UPA, no norte de Angola, a 15 de Março do mesmo ano.
Apesar do conflito armado, que durou cerca de três décadas, Heitor Timóteo disse que o país continua a trilhar caminhos seguros rumo ao desenvolvimento, principalmente depois de alcançada a paz, em 2002, com a construção e reabilitação de várias infra-estruturas socioeconómicas, muitas delas destruídas durante a guerra. “Neste período, tem sido construído escolas, unidades sanitárias e fabris, estradas, pontes, habitações e criado políticas e serviços que permitem a melhoria das condições de vida das populações e o crescimento da economia nacional”, referiu.
O académico defendeu que os angolanos devem preservar a paz, a unidade nacional, a defesa da integridade territorial e a concórdia entre as forças políticas, para o contínuo crescimento económico do país e a melhoria das condições de vida dos cidadãos.

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