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Licenciados no Uíge aprendem negócios

Nicodemos Paulo |Uíge

Um grupo de 320 jovens licenciados e técnicos médios da província do Uíge vai frequentar o primeiro curso de empreendedorismo, para que licenciados possam montar o seu próprio negócio e ajudar a reduzir o desemprego.

A vice-governadora do Uíge recebe explicações sobre o centro de empreendedorismo
Fotografia: Filipe Botelho|Uíge

A vice-governadora provincial para o sector político e social, Maria da Silva, disse que a formação dos jovens vai decorrer no Centro de Empreendedorismo e Serviços de Emprego, inaugurado a semana passada.O centro foi criado para formar jovens licenciados, técnicos médios e jovens empreendedores que pretendam expandir o seu negócio e ajudar no desenvolvimento da província.
O centro tem duas salas de aulas, com 24 carteiras cada, secretaria-geral, salas de reuniões e uma incubadora de empresas.
A vice-governadora Maria da Silva informou que durante três meses, os alunos vão frequentar aulas sobre empreendedorismo, criação e gestão de negócios, marketing e vendas, gestão financeira e e­la­bo­ra­ção de planos de negócios.
O referido centro vai ainda ajudar os jovens na criação de pequenas e médias empresas e a diminuir o desemprego na região.
Também ajuda a identificar o­portunidades geradoras de rendimentos, com vista a permitir investimentos e à melhoria da qualidade dos bens e serviços.
“Pensamos que estão criadas as condições para impulsionar o desenvolvimento económico da província”, afirmou a vice-governadora da provincial do Uíge.
No centro também está incorporada uma instituição bancária, que vai ceder créditos para as iniciativas e projectos dos jovens.
O estudante Nvindo Sofia disse que o centro é uma oportunidade para os jovens da província do Uíge usarem a imaginação, com objectivo de materializarem os seus projectos.“Espero melhorar os meus conhecimentos no ramo dos negócios e explorar campos que não têm merecido atenção da parte dos empresários locais”, disse o jovem,  que pretende apostar na floricultura e abrir uma loja de cosméticos.
O estudante Augusto Neto vê no turismo um ramo de actividade que pretende explorar. “Tenho observado que a nível provincial há pouca actividade dirigida para essa área, daí o meu desejo de frequentar o curso, para no final montar uma pequena agência de turismo e dar maior visibilidade aos locais com interesse histórico”, disse.

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