Províncias

Mais estudantes da província do Uíge vão poder ingressar no ensino superior

António Capitão | Uíge

As obras de construção do primeiro edifício do Campus Universitário da Universidade Kimpa Vita, na cidade do Uíge, com capacidade para 17 salas, três laboratórios e uma biblioteca decorrem a bom ritmo.

A vice-governadora para o sector Político e Social visitou recentemente as obras e afirmou ter ficado satisfeita com o que viu
Fotografia: Eunice Suzana | Dundo

As obras de construção do primeiro edifício do Campus Universitário da Universidade Kimpa Vita, na cidade do Uíge, com capacidade para 17 salas, três laboratórios e uma biblioteca decorrem a bom ritmo.
A ser erguido numa área de 4.138 metros quadrados, o Campus Universitário vai ter ainda um armazém, balneários, salas para docentes, um campo polidesportivo, parques de estacionamento e outras dependências de apoio técnico e administrativo.
A vice-governadora para o sector político e social, Maria da Silva, que visitou terça-feira as obras, no âmbito do programa do 94º aniversário da fundação da cidade do Uíge, assinalado no passado dia 1, acrescentou que o edifício que está a ser construído vai ter dois pisos, num dos quais vai funcionar a Escola Superior Politécnica do Uíge. A primeira fase do projecto fica concluída em Março do próximo ano. O edifício vai ter também serviços essenciais, como refeitórios e pequenas lojas, devido à distância que separa o local da cidade, referiu Maria da Silva.
Depois da conclusão do edifício, segundo a vice-governadora, os estudantes matriculados na Escola Superior Politécnica vão poder estudar em melhores condições e mais jovens vão ingressar no ensino superior.
O engenheiro Carlos Albino, da Mapajoma, empresa fiscalizadora da obra, referiu que, no início dos trabalhos, registaram-se algumas paralisações, devido às fortes chuvas que, até ao princípio do mês de Junho, se abatiam sobre a região.  Carlos Albino disse que a obra, que está a ser executada por uma empresa chinesa, obedece aos critérios internacionais de construção civil.  “Estão a ser usados materiais de alta qualidade, para que a obra tenha idoneidade, segurança e um bom aspecto arquitectónico”, enfatizou, para acrescentar que “contamos com o contributo de um grupo de especialistas de laboratório, que tem avaliado a propriedade do material a ser usado”.
Enquanto as obras do edifício do futuro Campus Universitário não terminam, os estudantes das duas unidades orgânicas da Universidade Kimpa Vita, a Escola Superior Politécnica e a Faculdade de Direito, estudam, desde o princípio do ano académico, numa escola provisória, construída no Bairro Quixicongo, no município do Uíge.
A Escola Superior Politécnica ministra cursos de Contabilidade e Gestão, Engenharia Informática, Enfermagem e Agronomia. A escola provisória possui 24 salas, suficientes para albergar o grosso de estudantes das duas faculdades. 
 A vice-governadora para o sector social reconheceu que a estrutura provisória regista a falta de uma biblioteca, anfiteatro e laboratórios.  Maria da Silva avançou que o governo da província está empenhado na conclusão do Campus Universitário, para melhorar as condições de acomodação dos estudantes e, principalmente, o processo de ensino, aprendizagem e investigação na Universidade Kimpa Vita.ctual edifício onde estão instaladas as dependências da Universidade Kimpa Vita não contribui para a prestação de um ensino superior de qualidade, por isso, no próximo ano, a situação fica normalizada”, garantiu a vice-governadora do Uíge.

Tempo

Multimédia