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Malária continua a ser combatida na região

Valter Gomes | Songo e Afonso Costa | Namibe

A chegada tardia dos doentes aos serviços de assistência sanitária é  a  causa  principal das mortes por malária registadas durante o mês de Janeiro deste ano, na província do Uíge, disse ontem, no município de Songo, a supervisora local do Programa de Luta contra a doença.

Súbida de casos de malária é provocada pelas constantes chuvas que caem na região
Fotografia: Adérito Cortêz

Carlota Changango disse que a malária é uma das maiores causas de mortes de crianças, por isso apelou para a responsabilidade dos progenitores e  tutores de crianças no cumprimento das orientações dos técnicos de Saúde.
A supervisora garantiu que a procura imediata pelos serviços de assistência sanitária, com vista ao diagnóstico precoce da malária, contribui  para  muitos óbitos serem evitados.
No mês de Janeiro, por exemplo, a província registou 18.049 casos positivos de malária e 70 mortes nas diversas unidades sanitárias, revelou Carlota Changango, que esclareceu que, em relação aos números do ano passado, verifica-se um aumento significativo de casos. Em 2015, foram notificados um total de 23.675 doentes de malária e 79 mortes.
Carlota Changango referiu que a província do Uíge é hiper-endémica, tendo apontado os municípios do Songo, Buengas, Uíge, Milunga e Quimbele como os que apresentaram índices elevados de casos de malária, durante o mês de Janeiro. A supervisora provincial do Programa de Luta Contra a Malária no Uíge explicou que a subida de casos de malária  é também provocada pelas constantes chuvas que se abatem sobre a região e consequente surgimento de lagoas e charcos.
Para enfrentar a situação, Carlota Changango disse que a Direcção Provincial da Saúde, através dos programas de luta antivectorial e de vigilância epidemiológica, está a sensibilizar a população sobre as medidas de prevenção, além de distribuir mosquiteiros nas comunidades e bairros periféricos em toda a província.
/>Febre-Amarela

As autoridades sanitárias do Namibe criaram um plano para a prevenção da febre-amarela na província, informou ontem o chefe do departamento de saúde pública e controlo de endemias.
Franco Cazembe Munfinda disse que o plano pretende, além de ministrar a vacina que previne a doença, o treino dos profissionais das diversas unidades sanitárias, para   poderem diagnosticar com eficácia e   diferenciar a malária da febre-amarela.
Os técnicos realizam uma campanha de comunicação e sensibilização junto das comunidades sobre os cuidados a ter para controlo da febre-amarela, malária e  outras doenças infecciosas, informou Franco Cazembe Munfinda, que acrescentou que a província do Namibe continua sem registar casos   febre-amarela, desde que o país começou a ser assolado por um surto da doença. 
Franco Munfinda disse que foram alertadas todas as unidades sanitárias da província e os seus técnicos estão orientados para dar o devido tratamento aos casos suspeitos e comprovados que surjam.
Para os casos confirmados, foi criado um centro de tratamento na capital da província e uma tenda no município de Camucuio.
Os serviços de diagnóstico e tratamento da febre-amarela vão ser estendidos aos outros municípios, onde devem ser criados espaços semelhantes, que incluem o internamento  de doentes.
No aeroporto do Namibe foi montado um sistema de controlo para notificar casos suspeitos entre os passageiros.  “Os passageiros provenientes de Luanda são submetidos a testes e devem prestar informações que provem que foram vacinados”, disse Franco Munfinda.

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