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Maternidade Santa Isabel já trata fístulas obstétricas

Joaquim Júnior | Uíge

Mais de 230 mulheres com problemas de fístulas obstétricas foram tratadas com êxito, nos últimos quatro anos, no Uíge, na maternidade Santa Isabel, na Damba, revelou, ao Jornal de Angola, o director provincial da Saúde.

Autoridades locais traçam estratégias para transformar o centro hospitalar em unidade de referência para o tratamento de fístulas
Fotografia: Joaquim Júnior

Mais de 230 mulheres com problemas de fístulas obstétricas foram tratadas com êxito, nos últimos quatro anos, no Uíge, na maternidade Santa Isabel, na Damba, revelou, ao Jornal de Angola, o director provincial da Saúde.
Benji Henriques referiu que, em função do êxito alcançado no tratamento da doença, a maternidade da Damba pode ser transformada em unidade cirúrgica de tratamento de mulheres com problemas de fístulas obstétricas.
“Pretendemos transformar a maternidade Santa Isabel da Missão Católica da Damba, numa unidade cirúrgica de tratamento de mulheres com problemas de fístulas obstétricas”, declarou. Para haver essa transformação, disse, é necessário preparar melhor médicos e enfermeiros que trabalham na maternidade, com acções de aperfeiçoamento de conhecimentos sobre o tratamento da fístula.
O director provincial da Saúde lembrou que a fístula obstétrica, anormalidade patológica entre a vesícula urinária e a vagina, surge durante a realização do parto.
Na província do Uíge, a fístula visico-vaginal, referiu, ganhou proporções alarmantes devido ao longo período de guerra, durante o qual as mulheres rurais realizavam partos sem receberem qualquer tipo de assistência médica ou medicamentosa. “Em alguns casos, os partos eram feitos por parteiras tradicionais, sem equipamentos apropriados”, lembrou Benji Henriques lamentou que ainda haja muitas mulheres afectadas que, por falta de informação, continuam a viver escondidas.


Conferência


Uma conferência sobre a fístula obstétrica, com a participação de especialistas italianos, ingleses, zambianos e ugandeses, termina, hoje, na cidade do Uíge.
Durante a conferência, os participantes debateram, entre outros temas, a dimensão do problema a nível nacional e internacional e abordagem psicossocial da fístula.

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