Províncias

Matriculados centenas de milhares de alunos

António Capitão | Uíge

Mais de 400 mil alunos foram matriculados, este ano lectivo, no Uíge, no primeiro nível e no primeiro ciclo do ensino secundário, revelou o director provincial da Educação.

Mais de 400 mil alunos foram matriculados na província do Uíge
Fotografia: Manuel Destinto

Mais de 400 mil alunos foram matriculados, este ano lectivo, no Uíge, no primeiro nível e no primeiro ciclo do ensino secundário, revelou o director provincial da Educação.
Maculo Valentim Afonso disse que aquele número é o resultado da construção de mais 250 salas de aula, no âmbito dos Programas de Intervenção Municipal (PIM).
Estas novas salas de aulas permitiram a inclusão de mais de quatro mil novos alunos para este ano lectivo, salientou.
O responsável falava durante o acto provincial de abertura do ano lectivo 2010, presidido por Nazário Vilhena Bomba, vice-governador para Organização e Serviços Técnicos.
O vice-governador pediu aos intervenientes no processo de ensino e de aprendizagem “maior dedicação, responsabilidade e espírito de missão, com vista a melhorar o sistema de ensino na região, conferir mais dignidade aos formados nas escolas da província e valorizar, cada vez mais, os docentes locais”.
“A escola não é uma instituição cuja finalidade única é passar certificados para sermos chamados doutores. Além de ser o centro de aquisição de conhecimentos, de formação de habilidades e hábitos, é, fundamentalmente, um lugar para a procura da consolidação de valores, como o respeito, a humildade, a simplicidade e a odiar a intriga”, referiu.

Mais salas de aulas

A província necessita, até 2012, de mais seis mil salas de aulas para permitir o ingresso de todas as crianças em idade escolar no sistema normal de ensino, disse o director local da Educação.
Este ano lectivo, o governo construiu mais de 250 novas salas de aulas, passando, agora, a província a dispor de três mil, número que Maculo Afonso considera “insignificante para as necessidades”.
O director provincial de Educação defendeu a criação de mais meios técnicos e infra-estruturas que facilitem o trabalho de acompanhamento e inspecção escolar, tendo em conta o crescimento da população estudantil na província.

Professores são suficientes

O sector da Educação na província tem 12.700 docentes, número que o director provincial considera suficiente.
Mas, salientou, o facto de boa parte deles terem optado por trabalhar nas cidades faz com que muitas localidades do interior continuem com carências de professores. “Os professores que controlamos são suficientes para assegurar o processo de ensino em toda província”, disse, adiantando estar preocupado com a mono docência no ensino primário.

Ensino particular

Maculo Afonso defendeu a necessidade de os empresários locais investirem no sector, adiantando que é vontade da Direcção de Educação ver alargado o ensino particular, pelo que apelou às igrejas e à sociedade em geral criem escolas, repartindo com o Governo a responsabilidade de garantir a educação às populações.
“O Governo não trabalha sozinho na educação, contou sempre com a participação dos parceiros sociais”, disse.
Esclareceu que “o sector privado pode criar escolas comparticipadas, onde o empresário entra com infra-estruturas e o Governo paga os salários dos docentes e estabelece a as propinas”.
“A segunda forma passa pela construção de colégios, onde o empresário assume o verdadeiro ensino privado e o Governo é apenas fiscal do processo”, referiu.
  
Ensino especial

Cerca de 150 alunos portadores de deficiências físicas, como surdez, mudez e cegueira, foram matriculados nas quatro salas de aula reservadas para ensino especial, criadas o ano passado, na província do Uíge.
Maculo Afonso apelou aos pais com filhos deficientes que continuem a matriculá-los, facilitando a sua integração na sociedade.
Para melhor servir a educação especial, anunciou, as autoridades provinciais estão a envidar esforços para a construção, ainda este ano, de uma escola, devidamente apetrechada.
Os constantes casos de corrupção registados nas escolas também fazem parte das preocupações da direcção provincial da Educação. Maculo Afonso declarou que vão ser tomadas medidas severas em relação a estes casos.

Tempo

Multimédia