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Mbanza Mateus reduz analfabetismo

Joaquim Júnior | Uíge

A regedoria de Mbanza Mateus, no município do Uíge, possui actualmente um número considerável de escolas o que permite diminuir significativamente o índice de analfabetismo dos habitantes.

A regedoria possui instalações escolares para receber um elevado número de alunos embora algunas instituições necessitem de obras
Fotografia: Jornal de Angola

A regedoria de Mbanza Mateus, no município do Uíge, possui actualmente um número considerável de escolas o que permite diminuir significativamente o índice de analfabetismo dos habitantes.
O reconhecimento é do regedor da localidade, Salomão Sozinho que em declarações ao Jornal de Angola sublinhou que, actualmente, mais de duas mil crianças que estão matriculadas no primeiro ciclo podem frequentar o ensino médio sem necessidade de se deslocarem à cidade.
“Temos algumas crianças fora do sistema normal de ensino, mas isso só acontece por negligência dos próprios encarregados de educação, uma vez que a regedoria possui instalações escolares para receber um elevado número de alunos, embora algumas precisam de obras de restauro”, adiantou Salomão Sozinho.

Faltam postos de saúde

Quanto a saúde, a regedoria de Mbanza Mateus, que é composta pelas aldeias de Caquengue, Ngana Camana, Catumbo e Mbabi, necessita de mais postos, já que os dois actualmente disponíveis há muito que se mostram insuficientes para atender os habitantes locais e de povoações vizinhas. Por isso, disse a toda necessidade de se alargar a rede sanitária.
“Precisamos de um centro médico com capacidade para atender com eficácia as populações das cinco aldeias que compõem a regedoria de Mbanza Mateus, além de atender, também, os doentes que chegam da vizinha regedoria de Catambi para receberem, aqui, a assistência médica e medicamentosa”, disse Salomão Sozinho.

Energia e água

De acordo com o regedor, a falta de energia eléctrica constitui, também, uma das maiores preocupações dos habitantes, que têm de recorrer a velas, candeeiros a petróleo e, os mais afortunados, a pequenos geradores.  “A linha de energia  proveniente da barragem de Capanda que fornece luz eléctrica ao município sede, atravessa os bairros da nossa regedoria”, notou Salomão Sozinho, solicitando ao governo a criação de condições para o abastecimento de luz ao bairro Mbanza Mateus.
O mesmo já não se pode dizer da água, cujo abastecimento é feito a partir de vários sistemas. Muito rica em produtos agrícolas, Mbanza Mateus possui várias associações de camponeses, que estão a ser reorganizados para viabilizar o seu acesso ao crédito agrícola de campanha. Os agricultores locais enfrentam, sobretudo, dificuldades na comercialização do café. Nbanza Mateus possui uma reserva fundiária de cerca de 1,5 quilómetros para a auto construção dirigida no âmbito do Programa de Fomento Habitacional.
Uma fábrica com capacidade para produzir 110 toneladas de tijolos por dia começa a ser construída este mês na localidade de Caquengue, regedoria de Mbanza Mateus pela Pluricerâmicas LDA, uma empresa de direito angolano.

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