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Medidas preventivas reduzem paludismo

Nicodemos Paulo | Uíge

A supervisora provincial do Programa de Controlo da Malária no Uíge declarou ontem, ao Jornal de Angola, que a combinação de medidas preventivas estão a contribuir para a redução dos casos da malária na província.

O supervisor provincial da Malária disse que o objectivo da acção formativa foi permitir que os técnicos do Uíge estejam sempre prontos para dar resposta positiva à doença
Fotografia: João Salva

Carlota Changango considerou haver diminuição da doença nos municípios onde estão a ser aplicadas, com rigor, as medidas preventivas, referindo que no município do Uíge o Programa de Controlo da Malária distribuiu mais de três mil mosqueteiros impregnados às populações residentes nos bairros periféricos da cidade e promoveu acções de fumigação e pulverização domiciliária, limpeza e tratamento dos charcos e lixeiras, com o objectivo de evitar a multiplicação dos mosquitos. Até ao início do mês de Fevereiro, os municípios do Uíge e Negage foram os mais endémicos, mas, neste momento, apresenta uma redução significativa de casos, uma vez que além do tratamento hospitalar, os agentes comunitários estão a desempenhar bem o seu trabalho de prevenção e sensibilização da população, evitando mortes pela doença.
A supervisora sublinhou a necessidade de se trabalhar mais no esclarecimento da população quanto às formas de prevenção e contaminação da malária, tendo em conta as características climáticas da região, agravadas por uma fraca rede hospitalar. “Esta é a melhor medida, pois não há hospitais que aguentem, quando a procura supera as capacidades de atendimento”, disse.

Seminário de formação


Para garantir a diminuição dos casos de paludismo, o Programa Provincial de Controlo e Combate à Malária, em parceria com uma organização não-governamental que actua na área da saúde, a Mentor Initiave, realizou, recentemente, na cidade do Uíge, um seminário de actualização de experiências e normas no manuseio dos casos de malária, vigilância epidemiológica, medicamentos essenciais, saúde reprodutiva e gestão de fármacos nas unidades sanitárias.
Carlota Changango disse que o objectivo da acção formativa foi o de permitir que os técnicos estejam sempre prontos para dar resposta positiva à doença, garantir a assistência a crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas, melhorar a vigilância epidemiológica da doença, notificar os casos e óbitos, e criar lideranças comunitárias para prevenir a doença.
O seminário contou com a participação de técnicos de saúde dos municípios do Quimbele, Buengas, Milunga, Bembe, Ambuíla e Uíge

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