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Milhares de casas em construção na província

Joaquim Júnior| Uíge

A reserva fundiária do Catapa, no Uíge, tem em construção infra-estruturas básicas e está a ser feito o loteamento de terrenos para autoconstrução dirigida, no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento, projectado para o sector do Urbanismo e Habitação na província.

Máquinas e homens trabalham na remoção de terra e nivelamento dos terrenos que vão facilitar a construção de moradias
Fotografia: Eunice Suzana| Uíge

No local estão a ser feitos trabalhos de remoção de terra e nivelamento dos terrenos, que vão facilitar a construção das redes eléctrica e de água, e os sistemas de telecomunicações.
O engenheiro António Vicente Lima, da Direcção Nacional do Urbanismo e Habitação e coordenador do projecto, disse ao Jornal de Angola que “nesta primeira fase, estão a ser construídas as redes de saneamento, de telecomunicações, energia eléctrica e estação de tratamento de água, além dos loteamentos para a autoconstrução dirigida”, disse.
A partir de Outubro de 2015 vão estar disponíveis lotes para construção de casas de renda alta, baixa e média.
Nessa altura também vão ser  criadas as redes de saneamento básico, electricidade, sistemas de abastecimento de água potável e arruamentos.
António Vicente Lima explicou que o Programa Nacional do Urbanismo e Habitação traduz um processo sustentado de requalificação e expansão ordenada do sistema urbano e do parque habitacional em todo o território. O objectivo é criar zonas verdes e proporcionar melhores condições de vida aos cidadãos. O projecto contempla lotes para 3.227 habitações, 1.220 para serviços comerciais e 200 destinados a área industrial, podendo acolher mais de cinco mil famílias. O chefe do departamento de produção da ANGOLAC, responsável pelo loteamento da reserva fundiária, Bruno Serra, disse que neste momento decorrem os trabalhos preliminares de abertura das ruas que circundam os lotes, colocação de sistemas de drenagem das águas residuais e pluviais, e remoção da terras.
O empreiteiro referiu que o projecto de infra-estruturas básicas na reserva do Catapa inclui a abertura de uma rede viária que vai ligar a urbanização ao centro da cidade e à Estada Nacional 225 que liga o Uíge a Luanda. O objectivo é melhorar significativamente o tráfego automóvel.
Bruno Serra explicou que uma boa parte dos lotes vão ser  atribuídos aos promotores imobiliários, para construção de prédios com tipologia definida no projecto, para serem comercializados e arrendadas. Outros lotes vão servir para a construção de habitações multifamiliares, com tipologias diferentes, e para construção de lojas.
O chefe do departamento de produção do Grupo ANGOLAC que também participa na execução das obras de edificação da Centralidade do Quilomosso informou que mais de 200 jovens trabalham no projecto do Catapa.
A empresa deu emprego a especialistas em administração empresarial, qualidade ambiental e segurança, mecânica, serralheira, carpintaria, pintura, electricidade, pedreiros, ladrilhadores e manobradores de gruas.

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