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Milhares de casas nascem no Uíge

António Capitão | Bungo

A primeira pedra para a construção de 3.200 casas na província do Uíge foi lançada oficialmente, no município do Bungo, pelo governador Paulo Pombolo que colocou o primeiro bloco num terreno com 250 mil metros quadrados, destinado à construção de um bairro de habitações sociais.

Governador Paulo Pombolo colocou a primeira pedra do que vai ser um bairro de habitação social no município do Bungo
Fotografia: Filipe Botelho

A primeira pedra para a construção de 3.200 casas na província do Uíge foi lançada oficialmente, no município do Bungo, pelo governador Paulo Pombolo que colocou o primeiro bloco num terreno com 250 mil metros quadrados, destinado à construção de um bairro de habitações sociais.
Nos restantes municípios da província também vão ser erguidas, simultaneamente, 200 casas.
As novas centralidades compreendem habitações com três quartos. A empreitada inclui construção de arruamentos, sistemas de esgotos e valas de drenagem, loteamentos, passeios e a criação de espaços verdes para recreio e lazer, espaços comerciais, escolares e desportivas, que vão ser construídos nos 16 municípios da província do Uíge, em áreas de 250.000 metros quadrados, reservadas em cada município.
Paulo Pombolo disse que a construção das habitações visa dar melhores condições de alojamentp aos funcionários públicos e às populações. “As primeiras casas ficam concluídas em Agosto deste ano. Seleccionámos várias empresas para construírem as habitações nos municípios, para a sua conclusão ser mais rápida”, disse o governador do Uíge, acrescentando que os empreiteiros vão cumprir os prazos estabelecidos nos contratos assinados, além de serem obrigados a executar as obras com qualidade e segundo as memórias descritivas. O governador provincial do Uíge esclareceu que a construção de novas centralidades habitacionais na província enquadra-se no programa nacional de habitação. O projecto vai contribuir para melhorar a imagem arquitectónica das localidades onde a maior parte das infra-estruturas foi destruída durante a guerra.
No Uíge, as novas centralidades, em construção, em todos municípios, vão ser erguidas em áreas de 250 mil quilómetros quadrados. Além de habitações, são construídos, arruamentos, zonas verdes, espaços de utilização colectiva, espaços comerciais e estacionamento de viaturas.

Benefícios da paz

Paulo Pombolo afirmou no Bungo que a província regista um acelerado crescimento em todos os sectores. O governador disse que nos últimos dez anos foi possível construir e reabilitar várias estradas principais, secundárias e terciárias, escolas, hospitais, centros e postos de saúde, habitações e actividades agropecuárias, a­poiar a iniciativa privada e o empreendedorismo, facto que garantiu maior diversificação da economia nacional que dependia apenas da produção petrolífera.
Na província do Uíge, referiu, foram construídas, em dez anos de paz, 230 unidades sanitárias, entre hospitais municipais, centros e postos de saúde, 1.172 escolas, que permitiram a inclusão de mais de 14 mil alunos no sistema normal de ensino, a criação da Universidade, que possibilitou o ingresso de mais de 1.700 estudantes no ensino superior, a instalação da energia eléctrica proveniente da barragem hidroeléctrica de Capanda, o melhoramento dos serviços de abastecimento de água potável na sede provincial, municípios, comunas e aldeias.

Distribuição de motorizadas

O governador provincial do Uíge esclareceu que, para além das infra-estruturas construídas e dos serviços, a província necessita ainda da construção de mais equipamentos sociais e a melhoria dos serviços públicos colocados à disposição da população.
No município do Bungo, Paulo Pombolo falou sobre a necessidade de serem construídas mais escolas com vista a integrar as crianças que ainda se encontram fora do sistema normal de ensino, mais unidades sanitárias, sistemas de abastecimento de água e fornecimento de energia eléctrica às populações e reabilitação das vias de acesso, sobretudo as secundárias e terciárias.
O governador do Uíge entregou no Bungo toneladas de bens alimentares para as populações carenciadas da localidade, roupa usada, mantas, equipamentos desportivos, ferramentas agrícolas, equipamentos de cozinha, chapas de zinco, rádios e bicicletas para as autoridades tradicionais e motorizadas para os funcionários da administração local.
“Ainda temos muito por fazer. Faltam ainda serviços para melhorar a vida da população”, concluiu o governador.

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