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Milhares de partos na maternidade local

Nicodemos Paulo | Uíge

A Maternidade do Hospital Central do Uíge registou, no ano passado, 10.500 partos, dos quais 792 por cesariana e 355 casos de nados-mortos.

A Maternidade do Hospital Central do Uíge registou, no ano passado, 10.500 partos, dos quais 792 por cesariana e 355 casos de nados-mortos. Em entrevista terça-feira, ao Jornal de Angola, o director clínico do hospital, William Ingondolongo, afirmou que o aumento de partos deve-se ao não cumprimento do planeamento familiar.
“Há cada vez mais mulheres à porta da maternidade. Há muitas adolescentes a engravidar por falta de educação sexual, daí os grandes números. A idade e a saúde da mulher grávida também vai reflectir-se no bebé”, referiu. No ano passado, segundo o médico, a maternidade do hospital do Uíge registou ainda 77 casos de seropositividade em mulheres grávidas e 75 mortes maternas.
William Ingondolongo esclareceu que os casos de cesariana e de mortes maternas são provocados por enfermidades que as mulheres desenvolvem durante o período de gestação. “Muitas mortes podiam ser evitadas se as mulheres grávidas frequentassem as consultas pré-natais”, desabafou.
Um bloco operatório está a ser construído no átrio do hospital para apoiar exclusivamente a maternidade. Os serviços da especialidade vão ser inseridos nesta delicada área de funcionamento do hospital central local. “Estes serviços fazem muita falta. Aliás, temos já um técnico a formar-se nesta área”, disse o médico.
O director clínico do hospital defende a realização regular de acções de formação dirigida aos técnicos que ali trabalham. “A maternidade carece de água corrente e de fornecimento regular de energia eléctrica, maqueiros, vigilantes e até mesmo de viaturas para a recolha dos trabalhadores. É importante que o pessoal do hospital beneficie, regularmente, de acções de formação, para não ficarem ultrapassados”, disse.

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