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Milunga à espera de investimentos sociais

António Capitão|Milunga

A população do município de Milunga quer maior intervenção do governo da província para a melhoria das condições de vida, argumentando que lhe falta quase tudo.

Governador Paulo Pombolo durante a cerimónia que marcou a recepção na localidade do sinal da Televisão Pública de Angola
Fotografia: Filipe Botelho

A população do município de Milunga quer maior intervenção do governo da província para a melhoria das condições de vida, argumentando que lhe falta quase tudo.
Por isso, pedem a reabilitação das estradas que dão acesso à sede municipal e as que ligam a vila de Milunga às comunas de Massau e Macolo.
A construção de casas sociais, unidades sanitárias e de escolas e a instalação de sistemas de abastecimento e fornecimento de água, energia eléctrica e de serviços de telemóvel são projectos que, dizem, esperam ver desenvolvidos no município.
O administrador de Milunga afirmou, na quarta-feira, ser urgente a intervenção do governo da província e dos empresários locais para acabar com crise no município.
Mateus Catondo referiu também ser necessário conceder créditos bancários aos camponeses para a revitalização da agricultura, tendo em conta que o município é rico em solos aráveis e tem uma vasta bacia hidrográfica.
O governador do Uíge deslocou-se recentemente àquele município, onde avaliou a situação e o grau de execução dos recursos financeiros, no âmbito do Programa de Combate à Fome e à Pobreza.
Paulo Pombolo tranquilizou os habitantes, anunciando a aplicação, dentro de poucos meses, de vários projectos sociais e que a principal prioridade do governo provincial para desenvolver o município é a reabilitação, nos próximos dias, do troço Macocola-Milunga, numa extensão de cerca de 37 quilómetros.
“A principal ferramenta para atrair investimentos a esta localidade é a reabilitação da estrada que dá acesso a sede municipal”, disse, lembrando:
“Não podemos começar a construir infra-estruturas na sede municipal e nas comunas e depois não termos como lá chegar”.
No âmbito dos programa de Investimentos Públicos e de Combate à Fome e à Pobreza, revelou, vão ser construídos mais centros e postos de saúde, escolas, sistemas de fornecimento de água potável e de energia eléctrica, um centro de formação profissional e instalados serviços de telecomunicações.
 
Sinal de televisão

A população da vila de Milunga tem, desde domingo, sinal dos canais um e dois da Televisão Pública de Angola (TPA). Na localidade foi instalado um emissor de 10 watts, com capacidade de emitir os programas dos dois canais num raio de cerca de seis quilómetros. Paulo Pombolo, que inaugurou o sinal, referiu que a instalação dos canais um e dois da TPA reflecte o esforço do Executivo em proporcionar os principais serviços sociais às populações, sobretudo às do interior.
 
Educação e saúde

Na aldeia do Quissosso foram inaugurados uma escola e um posto de saúde construídos pelo gabinete de Gestão do Programa de Investimentos Públicos do Uíge.
A escola, inaugurada pelo governador, com seis salas, dois gabinetes administrativos e balneários, permite que, pelo menos, 500 crianças estudem em condições ideais.
O posto de saúde tem uma sala de internamento, com seis camas, consultório e laboratório de análises clínicas. Paulo Pombolo inaugurou também três casas para professores e enfermeiros.
O director da nova escola de Quissosso elogiou a iniciativa do governo e disse que o estabelecimento vai permitir que os 230 alunos, da iniciação à oitava classe, estudem em melhores condições.
 
Programa habitacional

No município vão ser construídas, a partir de Julho, 200 casas económicas, anunciou Paulo Pombolo, reconhecendo que a falta de habitação é a principal preocupação dos jovens, sobretudo dos que pretendem constituir família.
O governador entregou 20 cabeças de gado bovino à administração municipal para serem distribuídos pelos criadores, 13 motorizadas para os funcionários da instituição e chapas de zinco, enxadas, catanas, machados, ancinhos e outros equipamentos de trabalho agrícola para os agricultores.
Além disso, deixou bens alimentares, roupa usada, produtos de higiene pessoal e utensílios de uso doméstico para as pessoas mais carenciadas.

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