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Milunga substitui os escombros por novos equipamentos sociais

Filipe Botelho |Milunga

Escombros e estradas degradadas fazem parte do passado. O município de Milunga, na província do Uíge, tem hoje novas vias de acesso. O número de crianças matriculadas aumentou significativamente.

Escombros e estradas degradadas fazem parte do passado. O município de Milunga, na província do Uíge, tem hoje novas vias de acesso. O número de crianças matriculadas aumentou significativamente. A localidade ganhou, nos últimos dez anos, muitas escolas equipadas com carteiras e quadros que estão a permitir a inserção de milhares de crianças no sistema normal do ensino.
Com a instalação do sinal de telefonia móvel da Unitel, os munícipes podem agora comunicar com os familiares e amigos que se encontram noutros pontos do país e no mundo.  O comércio funciona e a agricultura caminha a passos largos rumo ao desenvolvimento sustentável. A formação profissional dos jovens é assegurada pelos serviços provinciais do Instituto Nacional de Formação Profissional (INEFOP).
A administradora municipal de Milunga, Delfina Henriques, disse que a construção de vários empreendimentos sociais “é resultado da Independência Nacional e da Paz, factores que permitiram o Programa de Investimentos Públicos e o Programa de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza.  
 “Os resultados destes programas estão a contribuir para a melhoria significativa de qualidade de vida da população”, disse Delfina Henriques. A administração local, em colaboração com o Governo Provincial,  agendou como acçõe prioritárias para o próximo ano, a construção de um hospital e o mercado municipal, o alargamento do sistema de abastecimento de água potável na sede municipal, comunas e aldeias. O reforço da rede sanitária com infra-estruturas e recursos humanos, criação de novas cooperativas e associações agro-pecuárias na região, construção de novas escolas e a reabilitação das estradas que ligam a sede do município às comunas de Macocola, Massau e Macolo, também constam na agenda de acções a serem realizadas no próximo ano pela administração municipal. 
As acções já realizadas, como a construção de habitações para os funcionários públicos, escolas do ensino primário, do primeiro e segundo ciclos do ensino secundário, postos e centros médicos, sistemas de abastecimento de água potável, instalação da rede de iluminação pública e domiciliária contribuíram para o bem-estar das populações.
A administradora municipal de Milunga disse que o município tem 200 casas sociais em construção, habitações para a juventude e dois Balcões Únicos do Empreendedor (BUE) em fase deinstalação.

 Munícipes satisfeitos

“As crianças estudavam debaixo das árvores e as mulheres buscavam água, a pé, numa distância superior a dois quilómetros. O posto médico está a ajudar as populações locais, tendo em conta que sentiam muitas dificuldades para se deslocarem até à vila em busca de assistência médica”, disse João António, residente na aldeia Kimongo, comuna de Macocola. Com a colocação de chafarizes na aldeia Marioco, na sede municipal de Milunga, Maria Celeste é uma mulher feliz. A água jorra nas torneiras colocadas na rua onde vive, facto que a deixa agora mais descansada: “já não acordo cedo para ir ao rio. A qualquer hora posso ir ao chafariz, que fica a poucos metros da minha casa”.Garcia Pedro, funcionário público, está satisfeito com a instalação da rede de telefonia móvel da Unitel na localidade: “Antes viajávamos muito para resolver determinadas situações. Mas hoje, com a ajuda dos telemóveis muitos problemas são resolvidos por uma simples ligação ou envio de uma mensagem”, referiu. Com uma extensão de 730 quilómetros quadrados, o município de Milunga tem três comunas, Macocola, Massau e Macolo), 218 aldeias e 16 regedorias. Tem 55 mil habitantes.

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