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Negócio do gado prospera no Uíge

Os criadores de gado do Uíge podem agora adquirir os animais nas regiões nacionais de maior abundância. A situação deve-se às facilidades de transporte, de carro ou a pé, proporcionadas pela reabilitação das vias rodoviárias. Os ganadeiros da província adquirem os animais principalmente na Huíla e no Cunene.                       

Os ganadeiros do Negage estão a reerguer-se, comprando gado na Huíla e no Cunene
Fotografia: Dombele Bernardo

Graças à reabilitação das vias de acesso, os criadores de gado do Uíge podem agora adquirir os animais nas regiões do país de maior abundância, devido às facilidades de locomoção, de carro ou a pé.
Moniz Manuel, um empresário do ramo detentor de uma enorme fazenda com mais de três mil cabeças de gado bovino e caprino, na localidade do Negage, afirma que os criadores locais, depois de devido à guerra terem perdido muitos animais e ido à falência, “estão a reerguer-se, comprando gado, preferencialmente na Huíla e no Cunene, porque as vias já permitem transportar os animais até às suas fazendas”.
“No meu caso concreto, estou a recomeçar a actividade de forma mais intensa, porque já não encontro grandes dificuldades em ir buscar o gado ao Cunene para aumentar a minha criação”, frisou o ganadeiro.
No Negage, os trabalhos neste sector estão com um bom andamento, porque “além da vontade dos próprios criadores, as autoridades locais têm apoiado”, explica Moniz Manuel. O gestor da fazenda “Monicar”, Joaquim Lino, diz que “respira de alívio” porque o seu gado, particularmente o bovino, está a aumentar substancialmente nos últimos tempos. “Agora que as estradas estão boas, estamos a relançar a actividade comprando gado noutras localidades do país”, sublinhou.
Para ele, ao apostar na reabilitação das estradas, o Executivo garantiu melhores condições de vida às populações. “Temos, na fazenda Monicar, muitos deslocados a trabalhar e ainda prestamos ajuda diversa a alguns populares da região. Tudo isto, porque a nossa actividade está bem devido ao bom estado das vias. Só precisamos de crédito bancário para crescermos mais”, conclui.

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