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Novas unidades sanitárias na periferia do Uíge

Valter Gomes | Uíge

Novos centros de saúde estão a ser construídos nos bairros Paco e Benz, Candombe Novo, Mbemba Ngango e Catapa, na sede provincial do Uíge, com vista ao reforço da capacidade de assistência médica e medicamentosa às populações da periferia.

Um hospital municipal para contribuir na solução do fluxo de pacientes
Fotografia: Mavitidi Mulaza e Eunice Suzana | Uíge

A chefe da repartição municipal da Saúde do Uíge, Lucrécia Pedro Miguel, disse que cada um dos centros vai ter uma capacidade de internamento para 20 camas, consultório, serviços de consultas pré-natal e Programa Alargado de Vacinação (PAV).
Para além dos centros de saúde, Lucrécia Pedro Miguel disse que também está em construção um hospital municipal, para contribuir para o  solucionar o congestionamento do fluxo de pacientes que se tem verificado nos actuais postos, centros de saúde e, até, no unidade sanitária central do Uíge.
A responsável disse que as obras de construção das novas unidades de saúde decorrem num ritmo aceitável, tendo garantido que, dentro de dias, as mesmas vão ser concluídas e colocadas ao serviço da população.
O município do Uíge conta com 38 postos e seis centros de saúde, sendo os serviços  assegurados por um total de 400 enfermeiros.
Lucrécia Miguel disse que em cada um dos centros está colocado um médico de clínica geral, número que considera insuficiente para atender a procura dos serviços clínicos.
Em função desta necessidade, a chefe de repartição municipal da Saúde disse que, logo após a conclusão das novas unidades clínicas, deve fazer-se o enquadramento de mais médicos e enfermeiros. Lucrécia Miguel avançou que a repartição de saúde, em colaboração com a Administração Municipal do Uíge, vai continuar a apostar na intensificação das acções desenvolvidas pelas equipas móveis de saúde, que actuam nas localidades onde não existem unidades de saúde.
Segundo a técnica da Saúde, as equipas móveis, compostas por médicos e enfermeiros, deslocam-se diariamente às localidades com falta de centros, sobretudo nas zonas periurbanas, para realizar consultas e distribuir medicamentos. A chefe de repartição municipal da Saúde pediu à população para primar pela higiene pessoal e caseira, tratar a água para consumo, evitar a acumulação de lixo dentro e fora dos quintais e a dormir sempre debaixo de mosquiteiros tratados com insecticidas, além de agasalhar melhor as crianças, devido ao contágio de doenças respiratórias agudas nesta época de Cacimbo.

Mais assistência em Ambuíla
/>Em Ambuila, a construção de centros e postos de saúde em várias localidades do município está a melhorar consideravelmente a assistência médica e medicamentosa às populações locais. O chefe de repartição municipal da Saúde do Ambuíla, João Fuata, afirmou que, desde a conquista da paz, a Administração local construiu um total de 14 unidades sanitárias, entre centros e postos de saúde.Na sede municipal, disse, funciona um centro de saúde com vários serviços de atendimento médico, mas estes já não suportam a procura de pacientes que acorrem ao local em busca de assistência.
O centro oferece serviços de urgência, consultas externas e pré-natais, enfermagem, maternidade, PAV, vigilância epidemiológica e testagem voluntária do VIH/Sida. João Fuata salientou que para além dos postos já existentes decorrem ainda obras de construção de um hospital municipal de referência, para oferecer melhores serviços de saúde à população residente na circunscrição.
A conclusão do hospital está prevista para o final do ano em curso, avançou o chefe de repartição municipal da Saúde.

Novas infra-estruturas


João Fuata anunciou, até 2017, a construção de 15 novas unidades de saúde nas localidades do município, onde os serviços sanitários são inexistentes.
Para facilitar a aproximação dos serviços de Saúde às populações residentes nas zonas mais longínquas de Ambuíla, a repartição municipal criou várias equipas de enfermeiros e médicos que se deslocam às comunidades para prestarem assistência médica e medicamentosa aos doentes.
Um total de 88 enfermeiros asseguram o atendimento dos mais de 18 mil habitantes.
O número de técnicos é incapaz de prestar uma melhor assistência, dai a necessidade do reforço do pessoal, defende João Fuata.
O responsável apontou a malária, doenças respiratórias agudas, infecções urinárias, gripe, conjuntivites e infecções da pele como as patologias mais frequentes na região. Com uma população estimada em 18.750 habitantes, Ambuíla é um município localizado a oeste da cidade do Uíge, constituído por uma comuna, 54 aldeias e oito regedorias.

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