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Novo centro infantil na cidade do Uíge

Nicodemos Paulo| Uíge

A Ordem dos Frades Menores Capuchinhos está a construir um centro infantil no bairro Mbemba Ngango, na cidade do Uíge, para acolher crianças cujas mães são trabalhadoras e estudantes, e não têm tempo suficiente para cuidar delas, disse ao Jornal de Angola o Pároco da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Frei Cândido Alberto.

O centro vai acolher crianças de mães trabalhadoras e estudantes durante o período diurno
Fotografia: Mavitidi Mulaza| Uíge

A Ordem dos Frades Menores Capuchinhos está a construir um centro infantil no bairro Mbemba Ngango, na cidade do Uíge, para acolher crianças cujas mães são trabalhadoras e estudantes, e não têm tempo suficiente para cuidar delas, disse ao Jornal de Angola o Pároco da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Frei Cândido Alberto.
O Frei Capuchinho disse que o edifício, de um andar, vai poder receber diariamente até 130 crianças, com idades compreendidas entre os zero e os cinco anos.
Na parte superior do edifício vai ser instalada uma livraria, onde vão ser vendidos enfeites sagrados, uma biblioteca, sala de leitura e uma sala de informática com 15 computadores, para que as crianças, ao atingirem a idade escolar, tenham conhecimentos básicos sobre as novas tecnologias de comunicação e informação.
A construção do centro infantil visa aumentar o número de espaços onde as senhoras possam confiar a guarda dos seus filhos, durante o tempo em que permanecem nos locais de trabalho ou nas escolas, e permitir que muitas crianças cresçam num ambiente colectivo e com elevada valorização dos valores morais e cívicos.
“Pretendemos cobrir a lacuna existente na cidade em relação aos centros infantis, contribuir para o resgate dos valores humanos em decadência na sociedade. Pensamos que é de pequena que a criança deve ser ensinada a respeitar as regras e normas sociais e instruída escolarmente”, disse. 
Para assegurar o funcionamento do referido centro infantil, vão ser seleccionados indivíduos com perfil e capacidade técnica para trabalhar com crianças, que vão frequentar cursos e períodos de estágio prático nos centros infantis de referência, na capital do país, sdegundo o Frei Capuchinho.
“Vamos ser rigorosos com os assistentes sociais ou educadores de infância que vamos contratar, porque a qualidade dos serviços que pretendemos prestar à população vai depender, fundamentalmente, da formação e dedicação dos funcionários”, frisou.
O pároco revelou que a construção do centro infantil está a ser financiada pela Sonangol, BP e associados do bloco 31. A Ordem dos Frades conta com o apoio do Governo Provincial, através do Ministério da Assistência e Reinserção Social, para pagar os salários, tendo em conta que apoios similares já têm sido feitos no sector do ensino geral, onde os professores das escolas católicas são remunerados pelo Ministério da Educação.Frei Cândido Alberto anunciou, ainda, a reabilitação e apetrechamento de cinco escolas das Missões Católicas da Damba, Maquela, Negage e Alto Cauale, que vão garantir melhor acomodação de professores e centenas de alunos.
“Estamos apostados em contribuir para a instrução e educação dos jovens e lamentamos o estado avançado de degradação do antigo Instituto Médio Agrário de Kangola (IMAK). Por isso, pedimos ao Governo Provincial a sua reabilitação e devolução à igreja, para melhor servir a população e os interesses da congregação”, rogou.

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