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Novo estabelecimento assiste doentes das províncias de Malange e do Uíge

Manuel Fontoura | Ambaca

A rede sanitária do Kwanza-Norte foi reforçada com a entrada em funcionamento, no município de Ambaca, de um hospital de referência construído no âmbito do Programa de Investimentos Públicos.

A saúde deixa de ser um problema no município de Ambaca graças à aposta do Executivo de aproximar os serviços essenciais à população
Fotografia: Samuel Fontoura

A rede sanitária do Kwanza-Norte foi reforçada com a entrada em funcionamento, no município de Ambaca, de um hospital de referência construído no âmbito do Programa de Investimentos Públicos.
O hospital, inaugurado pelo ministro da Saúde, com cem camas, sete médicos e 60 enfermeiros, destina-se a atender não somente os habitantes de Ambaca, como de Samba Cajú, Quiculungo e Banga, bem como das aldeias vizinhas do Uíge e de Malange.
A unidade sanitária, cuja construção está orçada em 1,5 mil milhões de kwanzas, tem cinco blocos principais e dois secundários.
Os blocos um e dois destinam-se a serviços de informações, consultas externas, direcção administrativa, farmácia, laboratórios, urgências e de diagnóstico.
Os blocos três, quatro e cinco têm as áreas de internamento, cuidados intermédios, medicina interna, cirurgia, pediatria e centros de obstetrícia, cirúrgicos e de esterilização.
A morgue, com espaço para seis corpos, cozinha, refeitório e áreas para empregados e lavandaria fazem também parte deste bloco.
As áreas secundárias do hospital dispõem de dois grupos geradores com capacidade de 550 KVA, além de outro de emergência, de 200 KVA. O estabelecimento, que é também alimentado pelo sistema de electricidade pública de Capanda, tem um Posto de Transformação de 1000KVA, centro de tratamento e de distribuição de água e incineradora de lixo hospitalar.
Também foram construídas 18 casas para médicos e outros funcionários.  O director provincial da Saúde  no Kwanza-Norte disse serem necessários, no mínimo, mais 14 médicos de várias especialidades, 25 técnicos de análises clínicas e cerca de 200 enfermeiros.
A partir de Outubro, afirmou Manuel Varela, devemos começar, gradualmente, a preencher o quadro de pessoal, em parte com técnicos provenientes do concurso público realizado Abril.As áreas de enfermagem, diagnóstico e terapêutica, disse, são as que vão exigir maior atenção da direcção da saúde. O hospital tem serviços de cirurgia, ecografia, hagiologia, estomatologia, oftalmologia, mas, salientou, precisa de especialistas. O Kwanza-Norte passou a ter 123 unidades sanitárias, entre as quais nove hospitais. As obras do hospital materno infantil de Ndalatando estão em fase de conclusão.

População louva iniciativa


O soba grande de Ambaca, Pedro Caculo Kitanda, disse que a entrada em funcionamento do hospital municipal constitui motivo de grande alegria para a população e louvou a iniciativa do Governo Provincial.
A unidade sanitária vai melhorar as condições da assistência médica e medicamentosa à população do município, referiu Caculo Kitanda, que salientou o empenho do Governo Provincial na construção e reabilitação de infra-estruturas sociais como hospitais, escolas e estradas, bem como na instalação do sistema de água e de energia.

Novo hospital

O governador provincial sublinhou a importância do novo hospital prestar à população serviços que ela não tinha e do empenho de médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e outros que sempre desempenharam as funções com responsabilidade profissional, zelo, competência, ética e deontologia.
Henriques Júnior prometeu que o quadro de pessoal ia sendo preenchido gradualmente para o pleno funcionamento de todos os serviços do hospital. O município de Ambaca, com cerca de 80 mil habitantes, tinha apenas um hospital que funcionava com limitações. O ministro da Saúde disse ser um privilégio inaugurar o hospital num município que tinha algumas dificuldades de assistência de saúde, o que fazia com que muitos habitantes tivessem de recorrer a hospitais do Uige e de Ndalatando.
José Van-Dúnem salientou que, felizmente, a saúde deixava de ser um problema no município graças à aposta do Executivo de aproximar os serviços essenciais à população.
A entrada em funcionamento desta unidade hospitalar, referiu, faz parte das orientações do Presidente da República de humanizar e melhorar a qualidade da saúde. O ministro da Saúde disse esperar dos profissionais do novo hospital empenho para corresponderem ao esforço do Executivo e pediu-lhes que nunca se esqueçam que “os doentes, como seres humanos, merecem toda a atenção de quem cuida deles”.

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