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Novos serviços a partir do próximo ano

Valter Gomes |Uíge

O Hospital Central do Uíge passa a ter no próximo ano serviços de neurocirurgia na sequência de um programa da Organização Não-Governamental European Foundation for Angola (Fundação Europeia para Promoção e Desenvolvimento de Angola) patrocinada pela ANGOALISSAR.

Um dos principais objectivos definidos pela missão médica é apoiar a criação de uma associação de neurocirurgiões em Angola por considerar que há insuficiência destes serviços
Fotografia: Filipe Botelho |

Uma equipa médica belga especializada em cirurgia esteve no Uíge para identificar as necessidades do sector sobretudo do Hospital Geral.
Antes de visitar o hospital, a equipa médica acompanhada pelo embaixador belga em Angola foi recebida pela vice-governadora para o sector político e social, Maria Fernandes da Silva.No hospital, a delegação visitou, entre outras, as áreas da ortopedia, cirurgia e radiologia, bem como o bloco operatório onde ouviram explicações pormenorizadas sobre o funcionamento dos serviços.
O presidente da ONG disse que a equipa médica belga visitara a província para preparar o principal plano de acção para a formação de quadros e inteirar-se dos equipamentos que são precisos e podem ser disponibilizados.
Daniel Ribant anunciou que a ONG está a preparar a vinda a Angola de médicos belgas, sobretudo cirurgiões, para trocarem experiências com os colegas angolanos. Além da área de neurocirurgia há outras áreas de formação médica que a European Foundation for Angola pretende desenvolver no país em colaboração com a ANGOALISSAR.O início desta acção, referiu, está previsto para o final do ano na província do Uíge e noutras localidades.
O embaixador Charles Delogne declarou que um dos principais objectivos definidos pela missão médica é apoiar na criação de uma associação de neurocirurgiões em Angola.
“Em Angola há insuficiência destes serviços por falta de técnicos. Queremos ajudar a colmatar essa lacuna, pois a associação que se pretende criar vai integrar médicos com grande capacidade cirúrgica que podem contribuir para o desenvolvimento da neurocirurgia no país”, disse. Ernesto Miji, responsável das actividades clínicas do Hospital Central do Uíge, que considerou de extrema importância a visita da equipa médica, referiu que o projecto vai contribuir para melhorar o funcionamento da unidade.  A ausência destes serviços, sublinhou, é das principais causas da transferência de doentes para Luanda.
O hospital central do Uíge, construído na época colonial, tem serviços de banco de urgência, maternidade, ortopedia, cirurgia, pediatria, medicina geral, oftalmologia, radiologia, estomatologia, laboratório de análises clínicas e hemoterapia.

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