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Obras ficam concluídas no próximo ano

José Bule | Maquela do Zombo

Dois  hospitais começam a ser construídos nos próximos dias nas sedes municipais de Maquela do Zombo e de Quimbele, na província do Uíge, com vista a melhorar a assistência médica e medicamentosa nas  regiões que fazem fronteira com a vizinha República Democrática do Congo (RDC).

O Hospital de Maquela do Zombo após a conclusão das obras vai receber pacientes oriundos de outros municípios
Fotografia: José Bule | Maquela do Zombo

O governador provincial do Uíge, Paulo Pombolo,  fez o lançamento da primeira pedra para a construção das unidades sanitárias, na quinta-feira e ontem,  destacou a importância das infra-estruturas e assegurou que com mais este passo às populações residentes  a ser assistidas localmente, sem precisarem de percorrer longas distâncias em busca de assistência médica e medicamentosa  na RDC.
Paulo Pombolo disse que apesar da crise financeira que o país atravessa, os esforços do Governo da província estão direccionados para a criação de condições mínimas, para que sejam solucionados os problemas sociais.
Com capacidade de internamento de 100 camas, cada uma das unidades hospitalares vai ocupar uma área de 4. 285 metros quadrados. As infra-estruturas vão dispor de serviços de pediatria, cirurgia, maternidade, consultas de oftalmologia, bloco operatório, laboratórios de análises clínicas, banco de urgências, morgue, salas de raio X, farmácia, ecografia e ainda um depósito de medicamentos.
As obras dos dois empreendimentos ficam concluídas dentro de 15 meses. Em Maquela do Zombo, o novo hospital é erguido no átrio da antiga unidade hospitalar,  que não dispõe de condições para dar resposta à procura.
 Em Quimbele, a infra-estrutura vai ser construída na zona onde nasce a nova urbanização do município, onde já estão concluídas 70 casas sociais, de um total de 200 fogos construídos no âmbito do Programa de Fomento Habitacional, em curso no país.
O antigo hospital de Maquela do Zombo, construído em 1968, já conheceu algumas modificações e requalificações, que ficam ainda muito longe da realidade actual, daí que  o Governo Provincial decidiu alterar o quadro. A ideia é colocar nesta localidade um hospital moderno, com vários serviços que sejam  necessários para que as comunidades deixem de atravessar a fronteira para resolverem os seus problemas de saúde.
As obras são financiadas a partir de uma linha de crédito do Governo espanhol. O administrador municipal de Maquela do Zombo, Benji Moco Henriques, disse que o hospital, de carácter regional , após a conclusão das obras, vai receber pacientes vindos de outros municípios da província e da vizinha República Democrática do Congo. O actual hospital, construído em 1968, tem capacidade de 70 camas e funciona no limite  das suas capacidades em termos de atendimento médico e medicamentoso nas áreas de medicina geral, pediatria, cirurgia, serviços de maternidade, entre outros.
O hospital encontra-se num estado avançado de degradação, aliada a falta de equipamentos de ponta e sobretudo de especialistas para as diversas áreas de atendimento, o que obriga a população a atravessar a fronteira, em busca de melhores serviços de saúde, concluiu Benji Moco Henriques.

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