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Obras na via Songo-Uíge arrancam no próximo ano

António Capitão| Songo

Enormes buracos se alastram sobre o velho tapete asfáltico colocado no período colonial. A estrada Songo/Uíge, com cerca de 40 quilómetros, está muito degradada. A circulação é feita de forma pouco cómoda e lenta. Se no tempo seco as nuvens de poeira impedem a circulação normal de viaturas, na época chuvosa a lama tem sido o principal empecilho, tornando difícil a circulação automóvel. Os pneus chiam na lama e os motoristas não conseguem livrar-se dos zigue-zagues e percorrem o trajecto em mais de uma hora.

Enormes buracos se alastram sobre o velho tapete asfáltico colocado no período colonial. A estrada Songo/Uíge, com cerca de 40 quilómetros, está muito degradada. A circulação é feita de forma pouco cómoda e lenta. Se no tempo seco as nuvens de poeira impedem a circulação normal de viaturas, na época chuvosa a lama tem sido o principal empecilho, tornando difícil a circulação automóvel. Os pneus chiam na lama e os motoristas não conseguem livrar-se dos zigue-zagues e percorrem o trajecto em mais de uma hora.
 Paulo Pombolo, governador provincial do Uíge, constatou “in loco” a situação, reconhecendo que é urgente e necessário o Executivo intervir, através do Ministério da Construção e Obras Públicas, para que a via seja reabilitada o mais rápido possível.
 “Verificámos que as populações que se deslocam do Songo para o Uíge, e vice-versa, passam muitas dificuldades, devido ao mau estado em que a estrada se encontra. Muitos automobilistas até se recusam a realizar este trajecto como medida de poupança das suas viaturas. Desta forma não se pode alcançar de imediato o desenvolvimento da região”, reconheceu o governador.
 A exemplo das obras de reabilitação das estradas Negage/Maquela do Zombo, Negage/Alfândega e Uíge/Mucaba, já em curso, Paulo Pombolo avançou que já foi identificada, através da realização de um concurso público, a empresa que vai reabilitar a via Uíge/Songo, cujo projecto, avaliado em 20 milhões de dólares, está a ser analisado pelo Tribunal de Contas, para efeitos de adjudicação.
 “Estamos também a pressionar o Ministério das Obras Públicas para a aprovação do projecto de reabilitação da estrada Macocola/Quimbele. Em relação à estrada do Songo, já foram dados avanços significativos e por isso perspectivamos que as obras podem iniciar a partir do primeiro trimestre do próximo ano”, concluiu.
 
Gestão transparente dos fundos públicos

O governador provincial do Uíge defendeu, no último final de semana, na vila municipal do Songo, a necessidade dos administradores municipais e seus colaboradores pautarem por uma gestão transparente dos recursos financeiros e materiais que lhes são colocados à disposição, com vista a merecerem o devido apoio da população e dos respectivos Conselhos Municipais de Auscultação, integrados por líderes religiosos, políticos, autoridades tradicionais e representantes da sociedade civil.
 Paulo Pombolo disse que a troca de informações com estas entidades pode melhorar a forma de gestão e aplicação dos fundos públicos e a identificação e aplicação de projectos prioritários que satisfaçam as necessidades das populações nas comunidades, sobretudo daquelas que vivem no meio rural, onde falta quase tudo. A capacidade criativa dos gestores municipais na modernização e melhoria de vários aspectos arquitectónicos das cidades e vilas, bem como na promoção de acções de embelezamento das mesmas, foi também defendida pelo governador, durante a visita que efectuou ao Songo, onde inaugurou várias infra-estruturas de impacto social, no âmbito das comemorações do 11 de Novembro, Dia da Independência Nacional.
 “As acções das administrações municipais, enquadradas nos programas de combate à fome e pobreza e de municipalização dos serviços de saúde devem ser visíveis, tanto para o governo da província como para as populações”, disse, acrescentando que a construção de mais salas, unidades sanitárias, sistemas de abastecimento de água potável, energia eléctrica e outros devem ir de encontro às necessidades da população, porque não se pode construir duas escolas numa localidade, enquanto a população reclama por um posto de saúde.
 
Mau uso dos recursos

Paulo Pombolo manifestou o seu descontentamento pela forma como foram utilizados os recursos financeiros colocados à disposição da administração municipal do Songo, a partir do momento em que o Executivo decidiu optar pela descentralização financeira, concedendo autonomia monetária às administrações locais para resolverem localmente os seus problemas.
O governante afirmou que no Songo “pouco ou quase nada foi feito, no âmbito do Programa de Combate à Fome e Pobreza”.
“Procurámos saber do novo corpo gestor do município, nomeado há três meses, e fomos informados de que não existem obras de grande impacto nesta localidade. As pequenas obras feitas e reabilitadas não correspondem aos recursos financeiros alocados até agora para esta região, o que significa dizer que a antiga administração não teve boa gestão, acto que em nada contribui para os esforços do Executivo”, sublinhou. 
Para a melhoria dos aspectos arquitectónicos e das condições de vida das populações, o governador  orientou a administração local a executar vários projectos que visam desenvolver a região, como a construção de mais escolas, centros e postos de saúde, sistemas de captação, tratamento e distribuição de água, ampliação da rede de distribuição de energia domiciliária e pública e a construção e reabilitação de espaços de lazer.

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