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ONG pede apoio para educação cívica

Valter Gomes | Uíge

A Associação Angolana Salvadora dos Povos (ASASP) necessita de financiamentos para continuar a desenvolver actividades ligadas à educação cívica e eleitoral nas comunidades, divulgação da Lei sobre Violência Doméstica, sensibilização da juventude sobre o perigo do VIH/Sida e a prevenção contra acidentes rodoviários e de minas.

Fotografia: JAIMAGEM

O chefe da ASASP no Uíge, Pinto Mulato, disse ao Jornal de Angola que a organização foi fundada em 1996, na capital do país, com objectivo de trabalhar na divulgação e defesa dos direitos humanos. Na altura, a organização beneficiava de apoios internacionais, provenientes do Fundo Global e da União Europeia. “Depois do alcance da paz, em 2002, e com os níveis de desenvolvimento do país, estas organizações terminaram o seu contrato connosco”, explicou.
Neste momento, a associação não consegue desenvolver qualquer actividade de maior impacto nas comunidades da província do Uíge, devido à falta de financiamentos e meios de transporte.
“Queremos estabelecer novas parcerias com outras organizações não-governamentais ou instituições públicas. Já solicitámos ao Governo Provincial do Uíge que crie um fundo de apoio às actividades desenvolvidas pela ASASP”, explicou. Pinto Mulato afirmou que a ideia é prosseguir com a educação da população sobre o perigo das Doenças de Transmissão Sexual (DTS), que têm causado muitas mortes, sobretudo entre a juventude, defesa dos direitos humanos, combate à violência doméstica, prevenção contra acidentes de minas, assim como desenvolver outras acções destinadas ao bem-estar das comunidades da região.
“A luta contra a sida e a violência doméstica fazem parte das prioridades do Governo, por isso a nossa organização pretende contribuir para a concretização das metas preconizadas pelo Executivo, para que seja construída uma sociedade sã e saudável”, concluiu. No Uíge, a Associação Angolana Salvadora dos Povos funciona com 46 membros, entre supervisores e activistas comunitários, distribuídos por oito dos 16 municípios que compõem a província, designadamente Songo, Negage, Bungo, Puri, Uíge, Sanza Pombo, Bembe e Ambuíla.

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