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Paralisação de obras embaraça atendimento

Joaquim Júnior | Uíge

A paralisação registada nas obras de reabilitação do Hospital Geral do Uíge, observadas desde meados de 2015, estão a dificultar o funcionamento de alguns serviços, sobretudo a área de pediatria, cujo edifício ficou descampado, disse o director clínico da maior unidade sanitária da região.

Aréas como a de hemoterapia e pediatria são as mais afectadas pelas obras em curso
Fotografia: Filipe Botelho | Edições Novembro

David Diavanza, que falava após visita de constatação efectuada pelo governador provincial, Pinda Simão, à instituição de saúde, referiu que a área de pediatria é a que mais sofre com os efeitos da paralisação dos trabalhos. Neste momento, o responsável avançou que o edifício que acolhia a área de pediatria ficou sem tecto, estando, neste momento, a funcionar numa situação de adaptação.
O director clínico referiu que a intervenção ao hospital previa a restauração e apetrechamento de todos os blocos dos diferentes serviços com camas e colchões, equipamentos de apoio, laboratórios, aparelhos modernos de raio X e de ecografia.
Até a altura da paralisação das obras, por falta de verbas para suportá-las, foram apenas requalificadas as áreas que albergam os serviços de ortopedia e de radiologia. Em função disso, nesta altura, muitas áreas estão a funcionar em condições de adaptação, mas com toda a segurança para os técnicos. Os sectores que albergam o bloco operatório, cirurgia, ortopedia e as áreas administrativas também ainda estão inacabados, referiu David Diavanza.
O director clínico mostrou-se preocupado ainda com a avaria do aparelho de exames de raio X, assim como da falta de técnicos qualificados para manusear o aparelho TAC, um instrumento que possibilita a realização de exames de derrames cerebrais e outros diagnósticos de fracturas cranianas.
Considerou preocupante a ausência de um aparelho de endoscopia, para examinar as hemorragias digestivas, que, nos últimos dias, estão a ter muitos registos no hospital. “Sem este aparelho, fica-nos difícil tratar esta doença”, rematou.

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