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Parceria estimula produção

Nicodemos Paulo | Uíge

O Grupo empresarial português Delta Cafés (Angonabeiro) vai incentivar a produção de café na província do Uíge, na sequência de um acordo de parceria assinado com o Governo Provincial, revelou ontem o director-geral do grupo.

Director da Delta José Carlos
Fotografia: Filipe Botelho| Uíge

José Carlos, que falava no final de um encontro com o governador Paulo Pombolo, disse que o acordo prevê a recolha, transporte e compra do produto aos cafeicultores de todos os municípios da província. O objectivo é incentivar os agricultores a fomentarem a produção do café na província, mas obedecendo às políticas estabelecidas pelo Instituto Nacional do Café. “Até agora, os cafeicultores queixavam-se da falta de compradores e das dificuldades de transporte. Porém, nós vamos suprir esta necessidade ajudando-os no transporte, através dos nossos parceiros, e assegurar a compra de todo o café que eles produzirem”, garantiu José Carlos. O empresário português revelou que grande parte do café adquirido em Angola tem servido para exportação e cerca de uma tonelada é transformado diariamente para consumo local. “Daí a necessidade de incentivar os cafeicultores a aumentarem ainda mais a produção, que vai resultar da fixação do camponês nas zonas de produção, trazer rendimento às famílias e ajudar no desenvolvimento da província, atraindo outros investidores do ramo”, disse. José Carlos avançou que a qualidade do café produzido em Angola fez surgir uma nova marca da empresa que vai, brevemente, começar a ser comercializada em Portugal, Espanha, Angola e Moçambique. “A Delta Angola é resultado desta parceria que já dura há anos, e fruto deste bom momento, as nossas fábricas em Campo Maior e Luanda começam dentro de pouco tempo a tirar esse produto. Por isso, queremos contar com a tradição cafeícola desse povo”, solicitou. O director-geral do Angonabeiro acredita que, com esta parceria, as administrações municipais vão envolver-se no comércio do café, facto que vai resultar numa maior fluidez do produto e aproximação dos serviços e bens aos camponeses, que devem aproveitar ao máximo as potencialidades produtivas do Uíge e devolver ao café a importância que já teve na balança económica da região.

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