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Paz devolveu a esperança ao Quitexe

Valter Gomes | Uíge

O sector da Saúde no município do Quitexe, província do Uíge, deu um salto qualitativo assinalável nos últimos dez anos, através da construção de postos e centros de saúde, com o correspondente aumento de enfermeiros e médicos.

O chefe de repartição Kunzica Miguel garantiu que até ao fim do ano a administração local vai apostar na expansão dos serviços de saúde
Fotografia: Filipe Botelho

O sector da Saúde no município do Quitexe, província do Uíge, deu um salto qualitativo assinalável nos últimos dez anos, através da construção de postos e centros de saúde, com o correspondente aumento de enfermeiros e médicos.
O chefe da repartição municipal da Saúde, Kunzica Miguel, disse ontem ao Jornal de Angola que, nos dez anos de paz e reconciliação nacional, o município passou a ter 16 unidades sanitárias, sendo 12 postos médicos e quatro centros de saúde, construídos nas comunas de Vista Alegre, Aldeia Viçosa, Cambambe e na sede do município.
O funcionamento destas unidades sanitárias é assegurado por dois médicos, 49 enfermeiros e 22 trabalhadores administrativos, entre técnicos médios e básicos, catalogadores, brigadas de higiene e vigilantes.
Graças ao Programa de Municipalização dos Serviços de Saúde, a população do município passou a dispor de um atendimento sanitário condigno e humanizado, nas diversas unidades espalhadas pelas distintas comunas, regedorias e aldeias com maior concentração populacional.
O serviço de assistência sanitária na localidade melhorou ainda mais com a contratação de mais 24 técnicos de enfermagem, 22 auxiliares de limpeza, entre outros funcionários administrativos, disse o responsável. Kunzica Miguel referiu que o município conta com dois médicos de nacionalidade cubana, especializados nas áreas de pediatria e clínica geral, o que contribui para o tratamento de várias patologias graves, que antes obrigavam à transferência dos pacientes para o hospital central do Uíge.
Apesar disso, o responsável con­siderou que ainda é insuficiente o número de médicos e enfermeiros existentes no município, a avaliar pela quantidade de pessoas que diariamente acorrem às unidades sanitárias e defende um médico para cada comuna e pelo menos três na sede do município.
Entre 1999 e 2002, não existia no município qualquer posto de saúde em condições para atender condignamente os pacientes. “Não havia médicos e o número de enfermeiros que funcionava na localidade era insignificante”, salienta Kunzica Miguel. Após o alcance da paz, recordou, o Governo Provincial incrementou vários programas, como os de Investimentos Públicos, Combate à Pobreza, Municipalização dos Serviços de Saúde, que permitiram o surgimento de postos médicos, centros de saúde, escolas e outros empreendimentos sociais
Até ao fim do ano, a administração municipal vai apostar na expansão dos serviços de saúde até às localidades mais recônditas, onde ainda não existe apoio em termos médicos.
Na sede do município do Quitexe funciona um centro de saúde com 28 camas, com os serviços de maternidade, pediatria, medicina geral, laboratório, vacinação, luta con­tra malária e um consultório médico. Para resolver o problema do excesso de procura, a administração local vai construir um hospital municipal de referência, para oferecer melhor qualidade e capacidade de atendimento aos pacientes.
Além da distribuição de mosquiteiros impregnados de insecticida aos munícipes, foi encomendada uma viatura devidamente equipada para a fumigação das diversas zonas onde o índice de malária é predominante.

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