Províncias

Penitenciária do Uíge precisa de psicólogos

Nicodemos Paulo |Uíge

  A unidade prisional da Comarca do Congo, no Uíge, precisa de psicólogos e assistência religiosa para uma melhor integração social dos reclusos, defendeu o director provincial dos Serviços Prisionais.

  A unidade prisional da Comarca do Congo, no Uíge, precisa de psicólogos e assistência religiosa para uma melhor integração social dos reclusos, defendeu o director provincial dos Serviços Prisionais.
José Lucala disse ao Jornal de Angola que a presença de um padre ou pastor na instituição ajuda a corrigir o comportamento dos presos e a dar outras perspectivas de vida aos presidiários.
“Temos alguns colegas que têm feito este trabalho, mas os resultados não são os mais desejados, por isso pedimos às igrejas e à sociedade em geral para apoiarem o nosso trabalho”, disse José Lucala.
O director dos Serviços Prisionais do Uíge lamentou igualmente a falta de uma escola do segundo ciclo e de um centro de formação profissional para os reclusos: “assim é muito difícil reintegrá-los, porque muitos passam anos aqui sem qualquer ocupação virada para o futuro, esta é uma situação que os pode frustrar ainda mais, por isso estamos preocupados”.
A penitenciária do Uíge tem registado um aumento significativo da população penal devido às mudanças sociais, económicas e culturais da província. Na opinião do director dos Serviços Prisionais, “a população já não é moderada e compassiva como antes”.
José Lucala disse que as instalações da unidade prisional da Comarca do Congo, tem u capacidade para 250 reclusos, mas neste momento tem mais de 400. A Miss Uíge 2011, visitou a penitenciária da Comarca do Congo, para assinalar o Dia de África. Teresa Simba ofereceu equipamentos desportivos aos reclusos: “queremos transmitir-vos esperança e afecto, porque vós, jovens, sois os que de melhor o nosso país tem. A vossa passagem por aqui não vos faz piores do que nós, é por isso que Angola continua a precisar de vocês”, afirmou.
 Teresa Simba apelou às famílias para ajudarem os jovens a desviarem-se do álcool e outras drogas, pois tem sido a causa de muitas desgraças que muitas vezes acabam na prisão. “Por isso, a família deve assumir o seu papel para termos uma sociedade mais sã e menos jovens encarcerados nas cadeias”, concluiu Miss Uíge.

Tempo

Multimédia