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População comemorou em paz mais um aniversário da cidade

Nicodemos Paulo|Uíge

Harmonia e tranquilidade nas ruas do Negage escondem a festa dos seus 42 anos de existência como cidade. As ruas estão desertas e deixam dúvidas aos turistas que foram participar na festa. Não há maratonas musicais nem aglomerados de gente. Mas o Negage esteve mesmo em festa.

Um ângulo da cidade do Negage onde se regista um ambiente pacífico e toda a gente vive tranquila
Fotografia: Filipe Botelho

Harmonia e tranquilidade nas ruas do Negage escondem a festa dos seus 42 anos de existência como cidade. As ruas estão desertas e deixam dúvidas aos turistas que foram participar na festa. Não há maratonas musicais nem aglomerados de gente. Mas o Negage esteve mesmo em festa.
Numa das ruas da cidade, atrás do mercado municipal, vendedoras montaram barracas de comes e bebes, enquanto alguns agricultores expuseram produtos do campo. O ambiente é pacífico e toda a gente vive tranquila. Não há grandes movimentações de pessoas nem de viaturas. Na zona periférica da cidade o ambiente é mais festivo. Há música nas barracas e bancadas montadas à porta das casas.
As festas encerraram ontem e começaram no dia 26 de Junho. Mas cinco dias antes da abertura oficial já existiam barracas e bancadas, pinchos, frangos e muita bebida. “Eu vim de Luanda na quarta-feira para visitar a família e aproveitei montar uma barraca para ganhar alguns trocos. Aqui estou eu a facturar. Tenho vendido entre dez a 12 grades de cerveja por dia, aparece muita gente para beber”, disse Regina Domingos. Lucrécia Eliezer, estudante, referiu que a festa devia servir para juntar velhos amigos, pessoas que passaram a infância no Negage ou frequentaram o ensino primário. “Vejo uma ou outra pessoa que nos visita a fotografar as ruas que marcaram a sua infância”, disse. Lucau Daniel, turista, afirma que nunca perdeu as festas do Negage: “costumam ser muito convidativas, gosto do frio e do cacimbo, nunca falto”.
O jovem lamentou o fraco envolvimento dos empresários locais nas festas do Negage. “Criou-se muita expectativa e acabámos por ficar com umas barracas de comes e bebes e pouco mais. É importante renovar as festas desta cidade criando espaços de reflexão e de lazer, para que todos se envolvam nas actividades programadas”, concluiu.

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